
Clube Ceticismo
A elitização do ateísmo
Autor: Agnoscetico | Categoria: Ateísmo e Agnosticismo | Exibições: 80705 Comentários: 76

@Fenrir
Mas ser agnóstico é sobre tudo que não for possível de se verificar. Mas tem coisas que mesmo que o universo fosse uma simulação, impressão de uma única mente, etc, ainda não são falseáveis, como a existência sobrenatural (deuses, etc).
Mas ser agnóstico é sobre tudo que não for possível de se verificar. Mas tem coisas que mesmo que o universo fosse uma simulação, impressão de uma única mente, etc, ainda não são falseáveis, como a existência sobrenatural (deuses, etc).
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Data da postagem: 10/07/2024, 10:49

O organolépticoCinzuJuízo é uma faculdade cognosciva, não se "suspende'.O organoléptico
Não se pode suspender o juízo seletivamente, então se se suspende o juízo para uma questão em específico esse especifico conota tudo.
De acordo com essa lógica, eu poderia afirmar que esse comentário foi escrito de dentro de um hospício. Mas como eu não quero cometer a mesma falácia de generalização que a frase acima comete, irei seletivamente suspender o meu juízo.
É como prender a respiração pra fazer uma maratona.
Você pode se abster de fazer um juízo, mas não há como "suspendê-lo".
Ok, mas quem falou inicialmente em suspender o juízo foi você. No fim das contas, você se auto-refutou...
*Afinal, como poderia o agnóstico "suspender o juízo", tal qual você alega, se tal posicionamento é impraticável? No fim das contas, você mesmo causou uma confusão por atribuir uma definição equivocada ao que se entende por agnosticismo.
**Petitio principii.
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Data da postagem: 10/07/2024, 11:50

Sem contar que pra ser agnóstico não precisa suspender juízo, basta ter noção do próprio desconhecimento sobre algo. Ele não deveria confundir desconhecimento com inconsciência.
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Data da postagem: 10/07/2024, 13:01
CinzuO ou a epoche seria a condição do agnóstico em várias definições de agnostcismo e até de ceticismo.O organolépticoCinzuJuízo é uma faculdade cognosciva, não se "suspende'.O organoléptico
Não se pode suspender o juízo seletivamente, então se se suspende o juízo para uma questão em específico esse especifico conota tudo.
De acordo com essa lógica, eu poderia afirmar que esse comentário foi escrito de dentro de um hospício. Mas como eu não quero cometer a mesma falácia de generalização que a frase acima comete, irei seletivamente suspender o meu juízo.
É como prender a respiração pra fazer uma maratona.
Você pode se abster de fazer um juízo, mas não há como "suspendê-lo".
Ok, mas quem falou inicialmente em suspender o juízo foi você. No fim das contas, você se auto-refutou...
*Afinal, como poderia o agnóstico "suspender o juízo", tal qual você alega, se tal posicionamento é impraticável? No fim das contas, você mesmo causou uma confusão por atribuir uma definição equivocada ao que se entende por agnosticismo.
**Petitio principii.
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Data da postagem: 10/07/2024, 13:33

Epoché
Suspensão do juízo, também conhecida pelo termo grego epoché ou epokhé (ἐποχή), que significa 'colocar entre parênteses', é a atitude de não aceitar nem negar uma determinada proposição ou juízo. Opõe-se ao dogmatismo, em que se aceita uma proposição, suspendendo o termo.
Epoché cética
A suspensão do juízo caracterizava a atitude dos céticos gregos, especialmente Pirro. Para os céticos, a epoché era a única atitude capaz de levar à imperturbabilidade. Eles afirmavam que duvidar do caráter bom ou mau de todas as coisas leva o indivíduo a não aceitar nem rejeitar coisa alguma, tornando-se imperturbável.[1]
Epoché fenomenológica
Na filosofia moderna, especialmente na obra de Edmund Husserl e outros fenomenologistas, o termo epoché adquire um significado diferente. Em vez de efetivamente chegar a negar a existência, como faziam alguns sofistas, a epoché fenomenológica implica a "contemplação desinteressada" de quaisquer interesses naturais ou psicológicos na existência. Em outras palavras, a suspensão de juízo fenomenológica não põe em dúvida a existência, como no caso dos céticos, mas se abstém de emitir juízos sobre ela.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Suspens%C3%A3o_do_ju%C3%ADzo#:~:text=Suspens%C3%A3o%20do%20ju%C3%ADzo%2C%20tamb%C3%A9m%20conhecida,uma%20determinada%20proposi%C3%A7%C3%A3o%20ou%20ju%C3%ADzo.
Misturar significados modernos e antigos para a mesma expressão é anacronismo linguístico.
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Data da postagem: 10/07/2024, 13:56
CinzuParei na filosofia moderna...
Epoché
Suspensão do juízo, também conhecida pelo termo grego epoché ou epokhé (ἐποχή), que significa 'colocar entre parênteses', é a atitude de não aceitar nem negar uma determinada proposição ou juízo. Opõe-se ao dogmatismo, em que se aceita uma proposição, suspendendo o termo.
Epoché cética
A suspensão do juízo caracterizava a atitude dos céticos gregos, especialmente Pirro. Para os céticos, a epoché era a única atitude capaz de levar à imperturbabilidade. Eles afirmavam que duvidar do caráter bom ou mau de todas as coisas leva o indivíduo a não aceitar nem rejeitar coisa alguma, tornando-se imperturbável.[1]
Epoché fenomenológica
Na filosofia moderna, especialmente na obra de Edmund Husserl e outros fenomenologistas, o termo epoché adquire um significado diferente. Em vez de efetivamente chegar a negar a existência, como faziam alguns sofistas, a epoché fenomenológica implica a "contemplação desinteressada" de quaisquer interesses naturais ou psicológicos na existência. Em outras palavras, a suspensão de juízo fenomenológica não põe em dúvida a existência, como no caso dos céticos, mas se abstém de emitir juízos sobre ela.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Suspens%C3%A3o_do_ju%C3%ADzo#:~:text=Suspens%C3%A3o%20do%20ju%C3%ADzo%2C%20tamb%C3%A9m%20conhecida,uma%20determinada%20proposi%C3%A7%C3%A3o%20ou%20ju%C3%ADzo.
Misturar significados modernos e antigos para a mesma expressão é anacronismo.
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Data da postagem: 10/07/2024, 13:58

Parou?
Ok, agora eu que parei.
O organoléptico
Você pode se abster de fazer um juízo, mas não há como "suspendê-lo".
Ok, agora eu que parei.
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Data da postagem: 10/07/2024, 14:04
CinzuSim. Você pode se abster de julgar e não fazer julgamentos onde seja melhor não fazê-los, como dizer se alguém é culpado ou não, por exemplo, e isso é diferente de se abster numa demanda onde o juízo sobre algo signifique uma acuidade cognitiva sobre algo.
Parou?O organoléptico
Você pode se abster de fazer um juízo, mas não há como "suspendê-lo".
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Data da postagem: 10/07/2024, 14:10
fenrirAteu é quem consegue navegar no fantástico com uma postura estóica.Adam Weishaupt
...
Fui ateu na adolescência, nadando contra uma maré de fanatismo e obscurantismo,
mas evoluí e vi que o próprio ateísmo e materialismo viram paradigmas limitantes.
Discordo.
Porque deixar o ateismo significa evoluir?
E porque ateísmo e materialismo são paradigmas limitantes?
A mim parece justamente o oposto disso: o que limita são os grilhões impostos pelos pressupostos de uma fé e pela existencia de uma (ou mais) divindades.
Ainda não vi nada em ciencia e filosofia que para ser explicado, precise **necessariamente** de contar com a existencia de algum deus ou de um imaterial transcendente.
Algo assim: é necessario que exista um deus para que ...
Tenho em mente o que Laplace disse a Napoleão sobre deus: ‘Je n’avais pas besoin de cette hypothèse-là.’ ['I had no need of that hypothesis.']
Já se se assume que um tal deus existe, há que se encaixar esse deus no todo, mas se o todo "funciona" do mesmo modo sem este deus, como justificar a adição dele?
Eis os grilhões que uma visão deísta/teísta impõe ao mundo dos fenomenos: ela já parte do pressuposto que um deus existe, e quando confrontada tem que justificar essa crença, coisa que no meu ver e no ver de muita gente bem mais inteligente e culta que eu, não conseguiu.
Mas preciso acrescentar que um problema frequente é definir o que se entende por essa palavra "deus" antes de qualquer discurso sobre o tema.
Então o que entendo por "deus" nessa minha réplica (e que me faz nega-lo, sendo ateu)?
Entendo aquilo que, pelo menos a maior parte das religiões, considera como sendo deus.
E volto a afirmar que não vi a necessidade da existencia **desse** deus.
Já não vejo problema em se chamar "deus" ao universo e tudo o que existe, mas esse deus não teria praticamente nada a ver com os
outros deuses, digamos mais populares. E poderia se chamar essa coisa por outro nome qualquer, desde que a definição atrelada ao nome fosse clara.
Nomes por si só não passam de flatus vocis: então a coisa nomeada não deve mudar por causa da escolha de um termo particular para designa-la.
Portanto, seria melhor até que não se chamasse tal coisa "deus", pelo que esta palavra já é carregada de outros significados, que obscurecem e distorcem
o sentido do termo, contaminando de forma indesejada e nem sempre óbvia qualquer discurso em que ele seja usado.
Por não ter essa desvantagem, "universo" ou "todo" são termos bem melhores.
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Data da postagem: 10/07/2024, 22:24

O organolépticofenrirAteu é quem consegue navegar no fantástico com uma postura estóica.Adam Weishaupt
...
Fui ateu na adolescência, nadando contra uma maré de fanatismo e obscurantismo,
mas evoluí e vi que o próprio ateísmo e materialismo viram paradigmas limitantes.
Discordo.
Porque deixar o ateismo significa evoluir?
E porque ateísmo e materialismo são paradigmas limitantes?
A mim parece justamente o oposto disso: o que limita são os grilhões impostos pelos pressupostos de uma fé e pela existencia de uma (ou mais) divindades.
Ainda não vi nada em ciencia e filosofia que para ser explicado, precise **necessariamente** de contar com a existencia de algum deus ou de um imaterial transcendente.
Algo assim: é necessario que exista um deus para que ...
Tenho em mente o que Laplace disse a Napoleão sobre deus: ‘Je n’avais pas besoin de cette hypothèse-là.’ ['I had no need of that hypothesis.']
Já se se assume que um tal deus existe, há que se encaixar esse deus no todo, mas se o todo "funciona" do mesmo modo sem este deus, como justificar a adição dele?
Eis os grilhões que uma visão deísta/teísta impõe ao mundo dos fenomenos: ela já parte do pressuposto que um deus existe, e quando confrontada tem que justificar essa crença, coisa que no meu ver e no ver de muita gente bem mais inteligente e culta que eu, não conseguiu.
Mas preciso acrescentar que um problema frequente é definir o que se entende por essa palavra "deus" antes de qualquer discurso sobre o tema.
Então o que entendo por "deus" nessa minha réplica (e que me faz nega-lo, sendo ateu)?
Entendo aquilo que, pelo menos a maior parte das religiões, considera como sendo deus.
E volto a afirmar que não vi a necessidade da existencia **desse** deus.
Já não vejo problema em se chamar "deus" ao universo e tudo o que existe, mas esse deus não teria praticamente nada a ver com os
outros deuses, digamos mais populares. E poderia se chamar essa coisa por outro nome qualquer, desde que a definição atrelada ao nome fosse clara.
Nomes por si só não passam de flatus vocis: então a coisa nomeada não deve mudar por causa da escolha de um termo particular para designa-la.
Portanto, seria melhor até que não se chamasse tal coisa "deus", pelo que esta palavra já é carregada de outros significados, que obscurecem e distorcem
o sentido do termo, contaminando de forma indesejada e nem sempre óbvia qualquer discurso em que ele seja usado.
Por não ter essa desvantagem, "universo" ou "todo" são termos bem melhores.
De fato, um ateu necessita mesmo de bastante estoicismo para ler a biblia, aquele livro fantástico.
Porque o fantastico é agradavel quando é visto num bom filme ou livro de ficção, mas quando vem com a pretensão de passar por real, é apenas estupidez e como tal irritante, por isso é preciso mesmo uma boa dose de estoicismo para dar cabo de tal tarefa.
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Data da postagem: 11/07/2024, 20:31