
Clube Ceticismo
Agnosticismo não é meio termo entre Ateísmo e Teísmo!
Autor: Gigaview | Categoria: Ateísmo e Agnosticismo | Exibições: 53835 Comentários: 25

AnoraxSe deus aparecesse e falasse comigo eu também poderia supor mais logicamente que eu estava tendo alucinações ou tinha sido drogado sem perceber.
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Data da postagem: 05/03/2020, 18:27

Fernando SilvaJungFEm última análise, se desejamos a paz e a felicidade dependemos da organização moral e legal da sociedade, mesmo admitindo o multiculturalismo; entendido como exceção da regra.
A conexão entre a justiça social, moral, etc provêm da similitude entre nossos conceitos de bem, mau, justiça ou não, com os mesmos conceitos divinos. Tudo a ver.
Só falta:
1. Descobrir se algum deus existe (pode não ser nenhum dos que a humanidade inventou)
2. Descobrir o que ele pensa (pode ser muito diferente do que a humanidade pensa e acha que é bom e justo)
Enquanto ele não aparece, o melhor é basear nossa conduta e nossos valores naquilo que parece a nós, humanos, bom e justo.
Nossas leis devem ser compreensíveis e justificáveis, não mandamentos impostos sem maiores explicações por algum deus que ninguém nunca viu.
Uma católica me disse: "Não é para entender, é para obedecer".
Discordo totalmente.
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Data da postagem: 05/03/2020, 18:29

JungFFernando Silva
JungF escreveu:JungFEm última análise, se desejamos a paz e a felicidade dependemos da organização moral e legal da sociedade, mesmo admitindo o multiculturalismo; entendido como exceção da regra.
A conexão entre a justiça social, moral, etc provêm da similitude entre nossos conceitos de bem, mau, justiça ou não, com os mesmos conceitos divinos. Tudo a ver.
Só falta:
1. Descobrir se algum deus existe (pode não ser nenhum dos que a humanidade inventou)
2. Descobrir o que ele pensa (pode ser muito diferente do que a humanidade pensa e acha que é bom e justo)
Enquanto ele não aparece, o melhor é basear nossa conduta e nossos valores naquilo que parece a nós, humanos, bom e justo.
Nossas leis devem ser compreensíveis e justificáveis, não mandamentos impostos sem maiores explicações por algum deus que ninguém nunca viu.
Uma católica me disse: "Não é para entender, é para obedecer".
Discordo totalmente.
Opa! Legal... concordo com tudo o que vc disse acima.
Principalmente: Enquanto ele não aparece, o melhor é basear nossa conduta e nossos valores naquilo que parece a nós, humanos, bom e justo.
Se existe um Deus bom e justo, certamente haverá a coincidência dos valores acima.
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Data da postagem: 05/03/2020, 18:39
O ateu nega possuir fé na existência de algo a respeito extrafísico e é considerado crítico.
O agnóstico possui dúvida na existência de algo a respeito extrafísico e é considerado cético.
O crente admite possuir fé na existência de algo a respeito extrafísico e é considerado teísta.
O agnóstico possui dúvida na existência de algo a respeito extrafísico e é considerado cético.
O crente admite possuir fé na existência de algo a respeito extrafísico e é considerado teísta.
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Data da postagem: 27/02/2021, 16:47

Inconførmed
O ateu nega possuir fé na existência de algo a respeito extrafísico e é considerado crítico.
O agnóstico possui dúvida na existência de algo a respeito extrafísico e é considerado cético.
O crente admite possuir fé na existência de algo a respeito extrafísico e é considerado teísta.
Bem-vindo Inconførmed! Temos um tópico de apresentações e de boas vindas. Se desejar, escreva lá um pouco sobre você, os assuntos que lhe interessam e como descobriu este fórum. O link é: https://clubeceticismo.com.br/viewtopic.php?f=11&t=56
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Data da postagem: 27/02/2021, 18:14

Inconførmed
O ateu nega possuir fé na existência de algo a respeito extrafísico e é considerado crítico.
O agnóstico possui dúvida na existência de algo a respeito extrafísico e é considerado cético.
O crente admite possuir fé na existência de algo a respeito extrafísico e é considerado teísta.
Eu não sei se deuses existem. Talvez haja um, uma ou até uma entidade assexuada (por que um deus precisa ter sexo?)
Mas não tenho motivos para acreditar neles, portanto só não ignoro o assunto porque vivo cercado de crentes agressivos que acham que eu estou errado e até tentam mudar as leis de acordo com sua crendice.
Se um dia houver evidências irrefutáveis, então acreditarei. Ou melhor, saberei.
Só não sei que evidências seriam essas, já que sequer consigo definir o que é um deus.
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Data da postagem: 28/02/2021, 09:06
Essas definições são muito diferentes das que sempre tive:
* O ateu acredita na inexistência de criaturas mágicas e mundos espirituais. Para ele, tudo que existe é matéria e a vida é apenas moléculas e desaparecerá sem deixar rastros como não tivesse existido.
* O agnóstico não crê na existência de criaturas mágicas e mundos espirituais, mas também não crê na inexistência delas. Para ele, a resposta é "não sei", mas ele não leva o assunto a sério e acaba vivendo sem religião. Ele pode acreditar na inexistência de mitos específicos quando é logicamente impossível que ele exista, mas não acredita na existência ou inexistência de outras possibilidades não inventadas pelos humanos.
* O ateu acredita na inexistência de criaturas mágicas e mundos espirituais. Para ele, tudo que existe é matéria e a vida é apenas moléculas e desaparecerá sem deixar rastros como não tivesse existido.
* O agnóstico não crê na existência de criaturas mágicas e mundos espirituais, mas também não crê na inexistência delas. Para ele, a resposta é "não sei", mas ele não leva o assunto a sério e acaba vivendo sem religião. Ele pode acreditar na inexistência de mitos específicos quando é logicamente impossível que ele exista, mas não acredita na existência ou inexistência de outras possibilidades não inventadas pelos humanos.
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Data da postagem: 03/03/2021, 14:17

Eles são excludentes:
Ateísmo
1 doutrina ou atitude de espírito que nega categoricamente a existência de Deus, asseverando a inconsistência de qualquer saber ou sentimento direta ou indiretamente religioso, seja aquele calcado na fé ou revelação, seja o que se propõe alcançar a divindade em uma perspectiva racional ou argumentativa p.opos. a deísmo, 1teísmo e agnosticismo
1.1 doutrina originada no enciclopedismo setecentista, esp. em Holbach (1723-1789), que recusa a existência de Deus, com base em uma concepção materialista e cientificista da realidade [A doutrina contemporânea mais divulgada de ateísmo materialista é o marxismo.]
1.2 pensamento fundamentado em um pessimismo radical que conclui pela descrença em Deus, cuja existência se mostra incompatível com o sofrimento humano (Schopenhauer), ou um instrumento de fuga diante da tragicidade (Nietzsche) e do absurdo (Sartre) da existência
2 rel; impr. denominação atribuída às concepções heterodoxas ou dubitativas a respeito da existência da divindade, tais como o panteísmo, o ceticismo, o deísmo enciclopedista etc.
https://houaiss.uol.com.br/corporativo/apps/uol_www/v5-4/html/index.php#1
Agnosticismo
Doutrina que reputa inacessível ou incognoscível ao entendimento humano a compreensão dos problemas propostos pela metafísica ou religião (a existência de Deus, o sentido da vida e do universo etc.), na medida em que ultrapassam o método empírico de comprovação científica
https://houaiss.uol.com.br/corporativo/apps/uol_www/v5-4/html/index.php#4
Ceticismo
1 filosofia: doutrina segundo a qual o espírito humano não pode atingir nenhuma certeza a respeito da verdade, o que resulta em um procedimento intelectual de dúvida permanente e na abdicação, por inata incapacidade, de uma compreensão metafísica, religiosa ou absoluta do real p.opos. a dogmatismo
2 p.extenção falta de crença em (alguém ou algo); descrença, incredulidade, dúvida ‹é reinante o ceticismo em relação à administração pública›
Ceticismo antigo
corrente cética surgida na antiga filosofia grega, que punha em dúvida a validade de nossos conhecimentos relativos ao mundo exterior e à verdade, considerando tal procedimento dubitativo um meio para a obtenção da tranquilidade através da indiferença aos estímulos e antagonismos mundanos p.opos. a ceticismo moderno
Ceticismo fideísta
doutrina que, supondo a razão incapaz de atingir qualquer conhecimento seguro, defende a fé e a revelação religiosas como vias exclusivas de acesso à verdade
Ceticismo moderno
doutrina cética formulada esp. por Hume (1711-1776) a qual, embora rejeite a validade de qualquer conhecimento absoluto ou metafísico, admite a possibilidade de uma investigação científica do mundo exterior e a necessidade de uma aceitação não dubitativa das crenças cotidianas e do senso comum p.opos. a ceticismo antigo
https://houaiss.uol.com.br/corporativo/apps/uol_www/v5-4/html/index.php#5
Ceticismo metodológico
"Aqueles que se simpatizam com o CSICOP (Comité para la Investigación Científica de lo Presunto Paranormal, em português, Comitê para a Investigação Científica da Alegação Paranormal) ou organizações similares, costumam se autodenominar “céticos”. Com isto queremos dizer que adotamos a famosa dúvida metodológica (ou metódica) defendida por Descartes, o fundador da filosofia moderna. Dúvida metódica não é nada mais que, inicialmente, desconfiar com cuidado sobre o que eles dizem. Bem quanto ao que percebemos e pensamos, por meio de testes através de novas experiências e pensamentos novos. A dúvida metódica se opõe à credulidade ou a aceitação ingênua pela primeira coisa que vemos ou pensamos.
A dúvida metódica é o núcleo do ceticismo metodológico. Este ceticismo deve ser distinguido do ceticismo sistemático ou radical, que nega a possibilidade de todo o conhecimento e, portanto, afirma que a investigação é inútil e a verdade, inacessível. Ambas as variedades de ceticismo criticam a ingenuidade e o dogmatismo, mas o ceticismo metodológico nos estimula a investigar. O sistemático bloqueia a investigação, e assim, paradoxalmente, leva ao mesmo resultado que o dogmatismo, ou seja, a imobilidade.
O artesão e o técnico, o administrador e o organizador, assim como o cientista e o filósofo autêntico, atuam como céticos metodológicos mesmo quando nunca ouviram falar desta definição. De fato, em seu trabalho profissional, não são sistematicamente crédulos ou descreem de tudo, mas têm cuidado com qualquer ideia que não foi testada e exigem o controle dos dados e testes de hipóteses: buscando novas verdades, ao invés de se contentar com um punhado de dogmas. Mas também têm crenças." (Mario Bunge)
https://universoracionalista.org/ceticismo-cientifico-ou-metodologico/
"Entende-se por ceticismo a dúvida radical sobre a possibilidade de existir conhecimento verdadeiro, absolutamente verdadeiro. Mas existem dois tipos de cepticismo: o universal e o metodológico.
O ceticismo metodológico foi desenvolvido por René Descartes e consiste em duvidar de todos os conhecimentos que não sejam irredutivelmente evidentes. Segundo Descartes, tudo aquilo que não for completamente evidente e tudo aquilo que já nos tenha enganado no passado não pode ser considerado conhecimento verdadeiro. Por isso, a primeira regra do seu método defendia que nunca devemos "aceitar como verdadeira alguma coisa sem a conhecer evidentemente como tal: isto é, 'evitar cuidadosamente a precipitação e o preconceito; não incluir nos nossos juízos senão o que se apresentasse tão clara e tão distintamente ao nosso espírito que não tivéssemos nenhuma ocasião para o pôr em dúvida'." (Discurso do Método, Segunda parte).
Ao contrário dos Gregos Antigos que acreditavam que as coisas existem simplesmente porque precisam existir, ou porque assim deve ser, Descartes instituiu a dúvida metódica como instrumento epistemológico e ontológico decisivo: só se pode dizer que existe com verdade aquilo que pode ser conhecido com evidência. Descartes consegue, assim, provar a existência do eu pensante (que na tarefa de duvidar não pode deixar de ter a certeza que existe pois essa mesma dúvida obriga-o a existir para pensar/duvidar: o célebre cogito ergo sum, "penso, logo existo" ). Prova também que, se Deus existe, a dúvida que sustenta sobre a possibilidade de ele ser um ente maligno é inconsequente porque Deus, para o ser, é algo de sumamente bom, e a bondade não pode conter o erro e o engano.
Desta forma, o ceticismo cartesiano tem como objetivo obter certezas seguras, isto é, formar uma certa dogmática que assegure a possibilidade de um conhecimento universal.
No Discurso do Método expõe as regras para um conhecimento verdadeiro: I- (expressa acima neste artigo); II- "dividir cada uma das dificuldades que eu havia de examinar em tantas parcelas quantas fosse possível e necessário para melhor as resolver."; III- "conduzir por ordem os meus pensamentos, começando pelos objectos mais simples e mais fáceis de conhecer, para subir pouco a pouco, gradualmente, até ao conhecimento dos mais compostos; e supondo mesmo certa ordem entre os que não se precedem naturalmente uns aos outros"; IV- "fazer sempre enumerações tão íntegras, e revisões tão gerais que tivesse a certeza de nada omitir."
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ceticismo_metodol%C3%B3gico
Como podemos ver, existem grandes diferenças entre cada posicionamento. Na história da filosofia ateísmo e agnosticismo não se misturam, e o cético metodológico ou cartesiano não é um agnóstico, é só alguém que ainda não se decidiu sobre a existência de deus, já o agnóstico já decidiu que não tem como saber sendo semelhante ao cético radical da antiga Grécia.
Mas os termos se perderam se confundiram ao longo do tempo. Eu não vejo nenhum beneficio nessa nova moda de misturar termos e dizer que ateus podem ser agnósticos e vice-versa.
Ateísmo
1 doutrina ou atitude de espírito que nega categoricamente a existência de Deus, asseverando a inconsistência de qualquer saber ou sentimento direta ou indiretamente religioso, seja aquele calcado na fé ou revelação, seja o que se propõe alcançar a divindade em uma perspectiva racional ou argumentativa p.opos. a deísmo, 1teísmo e agnosticismo
1.1 doutrina originada no enciclopedismo setecentista, esp. em Holbach (1723-1789), que recusa a existência de Deus, com base em uma concepção materialista e cientificista da realidade [A doutrina contemporânea mais divulgada de ateísmo materialista é o marxismo.]
1.2 pensamento fundamentado em um pessimismo radical que conclui pela descrença em Deus, cuja existência se mostra incompatível com o sofrimento humano (Schopenhauer), ou um instrumento de fuga diante da tragicidade (Nietzsche) e do absurdo (Sartre) da existência
2 rel; impr. denominação atribuída às concepções heterodoxas ou dubitativas a respeito da existência da divindade, tais como o panteísmo, o ceticismo, o deísmo enciclopedista etc.
https://houaiss.uol.com.br/corporativo/apps/uol_www/v5-4/html/index.php#1
Agnosticismo
Doutrina que reputa inacessível ou incognoscível ao entendimento humano a compreensão dos problemas propostos pela metafísica ou religião (a existência de Deus, o sentido da vida e do universo etc.), na medida em que ultrapassam o método empírico de comprovação científica
https://houaiss.uol.com.br/corporativo/apps/uol_www/v5-4/html/index.php#4
Ceticismo
1 filosofia: doutrina segundo a qual o espírito humano não pode atingir nenhuma certeza a respeito da verdade, o que resulta em um procedimento intelectual de dúvida permanente e na abdicação, por inata incapacidade, de uma compreensão metafísica, religiosa ou absoluta do real p.opos. a dogmatismo
2 p.extenção falta de crença em (alguém ou algo); descrença, incredulidade, dúvida ‹é reinante o ceticismo em relação à administração pública›
Ceticismo antigo
corrente cética surgida na antiga filosofia grega, que punha em dúvida a validade de nossos conhecimentos relativos ao mundo exterior e à verdade, considerando tal procedimento dubitativo um meio para a obtenção da tranquilidade através da indiferença aos estímulos e antagonismos mundanos p.opos. a ceticismo moderno
Ceticismo fideísta
doutrina que, supondo a razão incapaz de atingir qualquer conhecimento seguro, defende a fé e a revelação religiosas como vias exclusivas de acesso à verdade
Ceticismo moderno
doutrina cética formulada esp. por Hume (1711-1776) a qual, embora rejeite a validade de qualquer conhecimento absoluto ou metafísico, admite a possibilidade de uma investigação científica do mundo exterior e a necessidade de uma aceitação não dubitativa das crenças cotidianas e do senso comum p.opos. a ceticismo antigo
https://houaiss.uol.com.br/corporativo/apps/uol_www/v5-4/html/index.php#5
Ceticismo metodológico
"Aqueles que se simpatizam com o CSICOP (Comité para la Investigación Científica de lo Presunto Paranormal, em português, Comitê para a Investigação Científica da Alegação Paranormal) ou organizações similares, costumam se autodenominar “céticos”. Com isto queremos dizer que adotamos a famosa dúvida metodológica (ou metódica) defendida por Descartes, o fundador da filosofia moderna. Dúvida metódica não é nada mais que, inicialmente, desconfiar com cuidado sobre o que eles dizem. Bem quanto ao que percebemos e pensamos, por meio de testes através de novas experiências e pensamentos novos. A dúvida metódica se opõe à credulidade ou a aceitação ingênua pela primeira coisa que vemos ou pensamos.
A dúvida metódica é o núcleo do ceticismo metodológico. Este ceticismo deve ser distinguido do ceticismo sistemático ou radical, que nega a possibilidade de todo o conhecimento e, portanto, afirma que a investigação é inútil e a verdade, inacessível. Ambas as variedades de ceticismo criticam a ingenuidade e o dogmatismo, mas o ceticismo metodológico nos estimula a investigar. O sistemático bloqueia a investigação, e assim, paradoxalmente, leva ao mesmo resultado que o dogmatismo, ou seja, a imobilidade.
O artesão e o técnico, o administrador e o organizador, assim como o cientista e o filósofo autêntico, atuam como céticos metodológicos mesmo quando nunca ouviram falar desta definição. De fato, em seu trabalho profissional, não são sistematicamente crédulos ou descreem de tudo, mas têm cuidado com qualquer ideia que não foi testada e exigem o controle dos dados e testes de hipóteses: buscando novas verdades, ao invés de se contentar com um punhado de dogmas. Mas também têm crenças." (Mario Bunge)
https://universoracionalista.org/ceticismo-cientifico-ou-metodologico/
"Entende-se por ceticismo a dúvida radical sobre a possibilidade de existir conhecimento verdadeiro, absolutamente verdadeiro. Mas existem dois tipos de cepticismo: o universal e o metodológico.
O ceticismo metodológico foi desenvolvido por René Descartes e consiste em duvidar de todos os conhecimentos que não sejam irredutivelmente evidentes. Segundo Descartes, tudo aquilo que não for completamente evidente e tudo aquilo que já nos tenha enganado no passado não pode ser considerado conhecimento verdadeiro. Por isso, a primeira regra do seu método defendia que nunca devemos "aceitar como verdadeira alguma coisa sem a conhecer evidentemente como tal: isto é, 'evitar cuidadosamente a precipitação e o preconceito; não incluir nos nossos juízos senão o que se apresentasse tão clara e tão distintamente ao nosso espírito que não tivéssemos nenhuma ocasião para o pôr em dúvida'." (Discurso do Método, Segunda parte).
Ao contrário dos Gregos Antigos que acreditavam que as coisas existem simplesmente porque precisam existir, ou porque assim deve ser, Descartes instituiu a dúvida metódica como instrumento epistemológico e ontológico decisivo: só se pode dizer que existe com verdade aquilo que pode ser conhecido com evidência. Descartes consegue, assim, provar a existência do eu pensante (que na tarefa de duvidar não pode deixar de ter a certeza que existe pois essa mesma dúvida obriga-o a existir para pensar/duvidar: o célebre cogito ergo sum, "penso, logo existo" ). Prova também que, se Deus existe, a dúvida que sustenta sobre a possibilidade de ele ser um ente maligno é inconsequente porque Deus, para o ser, é algo de sumamente bom, e a bondade não pode conter o erro e o engano.
Desta forma, o ceticismo cartesiano tem como objetivo obter certezas seguras, isto é, formar uma certa dogmática que assegure a possibilidade de um conhecimento universal.
No Discurso do Método expõe as regras para um conhecimento verdadeiro: I- (expressa acima neste artigo); II- "dividir cada uma das dificuldades que eu havia de examinar em tantas parcelas quantas fosse possível e necessário para melhor as resolver."; III- "conduzir por ordem os meus pensamentos, começando pelos objectos mais simples e mais fáceis de conhecer, para subir pouco a pouco, gradualmente, até ao conhecimento dos mais compostos; e supondo mesmo certa ordem entre os que não se precedem naturalmente uns aos outros"; IV- "fazer sempre enumerações tão íntegras, e revisões tão gerais que tivesse a certeza de nada omitir."
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ceticismo_metodol%C3%B3gico
Como podemos ver, existem grandes diferenças entre cada posicionamento. Na história da filosofia ateísmo e agnosticismo não se misturam, e o cético metodológico ou cartesiano não é um agnóstico, é só alguém que ainda não se decidiu sobre a existência de deus, já o agnóstico já decidiu que não tem como saber sendo semelhante ao cético radical da antiga Grécia.
Mas os termos se perderam se confundiram ao longo do tempo. Eu não vejo nenhum beneficio nessa nova moda de misturar termos e dizer que ateus podem ser agnósticos e vice-versa.
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Data da postagem: 02/10/2021, 19:41
Tutu
Essas definições são muito diferentes das que sempre tive:
* O ateu acredita na inexistência de criaturas mágicas e mundos espirituais. Para ele, tudo que existe é matéria e a vida é apenas moléculas e desaparecerá sem deixar rastros como não tivesse existido.
* O agnóstico não crê na existência de criaturas mágicas e mundos espirituais, mas também não crê na inexistência delas. Para ele, a resposta é "não sei", mas ele não leva o assunto a sério e acaba vivendo sem religião. Ele pode acreditar na inexistência de mitos específicos quando é logicamente impossível que ele exista, mas não acredita na existência ou inexistência de outras possibilidades não inventadas pelos humanos.
Não é que o agnóstico não creia, mas que ele afirme não ter como saber.
Um agnóstico pode muito bem ser teísta, ou seja, acreditar em Deus,
porém considera não possuir condições de verificar se ele é real.
Um ateu agnóstico diria que não temos como saber e ponto.
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Data da postagem: 18/04/2022, 23:35
Adam WeishauptMas é só observar a composição de cada termo:
]
Não é que o agnóstico não creia, mas que ele afirme não ter como saber.
Um agnóstico pode muito bem ser teísta, ou seja, acreditar em Deus,
porém considera não possuir condições de verificar se ele é real.
Um ateu agnóstico diria que não temos como saber e ponto.
Agnóstico = aquele que é sem gnose, misticismo.
Ateu = aquele que é sem Deus(sobrenatural).
O "resto" não se sustenta para além disto.
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Data da postagem: 18/04/2022, 23:50