
Clube Ceticismo
Ciência e Fé conflitam ou não?
Autor: Agnoscetico | Categoria: Ateísmo e Agnosticismo | Exibições: 146662 Comentários: 104

Só para retomar do tópico o ponto principal (e levar pruma conclusão):
se a Fé permanecesse em seu próprio domínio individual - subjetivo,
sem invadir o campo da política, da ciência, do Estado, da educação -,
não haveria, de qualquer espécie, conflito coletivo.
Infelizmente, os religiosos tendem a ir na contramão
e, devido à necessidade de impor aos outros sua verdade pessoal,
a religião se torna, ao inverso, instrumento de dominação
política, econômica, racial, sexual e social num geral.
se a Fé permanecesse em seu próprio domínio individual - subjetivo,
sem invadir o campo da política, da ciência, do Estado, da educação -,
não haveria, de qualquer espécie, conflito coletivo.
Infelizmente, os religiosos tendem a ir na contramão
e, devido à necessidade de impor aos outros sua verdade pessoal,
a religião se torna, ao inverso, instrumento de dominação
política, econômica, racial, sexual e social num geral.
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Data da postagem: 03/04/2021, 08:54

Desde a pré-história, quando os grupamentos humanos se organizavam em tribos relativamente hierarquizadas, as quais despontam na idade média demonstrando que estado e religião se compactuam em um único poder opressivo.
Acuados, os demais segmentos sociais e outras linhas de pensamento permanecem calados, inexpressivos.
As ciências, a filosofia, e todas as formas de manifestação da arte estavam jungidas às determinações religiosas.
Muitos acreditam que o Renascimento na Europa e posteriormente o Iluminismo, permitiram às ciências se desatrelarem do jugo despótico em que se encontravam.
Na verdade ocorreu o contrário. A liberdade do pensamento é decorrente da pandemia causada pela peste negra (1348), a maior de toda a nossa história.
Quando, entre os cadáveres escrofulosos e apodrecidos, abandonados nos becos e vielas, também se encontravam veneráveis autoridades religiosas, o homem compreendeu que não havia qualquer relação privilegiada e exclusiva entre Deus e a Igreja.
Abre-se um caminho esplendoroso ao progresso.
Uma das questões que acode ao estudioso é: por qual razão a religião conseguiu assumir aquela importância, decidindo sobre o saber e a ignorância, sobre a vida e a morte, a riqueza e a penúria...
Alguém ajuda?
Acuados, os demais segmentos sociais e outras linhas de pensamento permanecem calados, inexpressivos.
As ciências, a filosofia, e todas as formas de manifestação da arte estavam jungidas às determinações religiosas.
Muitos acreditam que o Renascimento na Europa e posteriormente o Iluminismo, permitiram às ciências se desatrelarem do jugo despótico em que se encontravam.
Na verdade ocorreu o contrário. A liberdade do pensamento é decorrente da pandemia causada pela peste negra (1348), a maior de toda a nossa história.
Quando, entre os cadáveres escrofulosos e apodrecidos, abandonados nos becos e vielas, também se encontravam veneráveis autoridades religiosas, o homem compreendeu que não havia qualquer relação privilegiada e exclusiva entre Deus e a Igreja.
Abre-se um caminho esplendoroso ao progresso.
Uma das questões que acode ao estudioso é: por qual razão a religião conseguiu assumir aquela importância, decidindo sobre o saber e a ignorância, sobre a vida e a morte, a riqueza e a penúria...
Alguém ajuda?
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Data da postagem: 03/04/2021, 11:56

Eu tenho uma idéia que não sei se é ou não nova e nem se tem fundamento.
Me ocorreu após ler história da filosofia.
Acho que umas das coisas que contribuiram para a queda do monopólio do conhecimento pela igreja na idade média foram as ordens mendicantes.
Nada contra elas - explico:
Os membros dessas ordens se distinguiam de monges por não ficarem num mosteiro, não terem bens em comum, vivendo uma vida de pobreza e saírem no mundo pregando e contando com a boa vontade alheia para seu sustento.
As mais antigas e conhecidas são Dominicanos e Franciscanos.
Ora, aqueles que abandonaram o claustro levaram alguma coisa junto: conhecimento que estava enclausurado nos mosteiros junto como aqueles monges.
Talvez não seja por acaso que as maiores personalidades da escolástica tenham pertencido a essas ordens (Duns Escoto, Tomás de Aquino, Boaventura, Okham).
Outra coisa: o aparecimentos de professores mais ou menos laicos (não ligados a hierarquia eclesiástica, como por exemplo Abelardo) e das universidades
entre os séculos XI e XIII.
A peste deve ter tido um papel nisso, mas a escolástica já estava decadente antes dela.
Me ocorreu após ler história da filosofia.
Acho que umas das coisas que contribuiram para a queda do monopólio do conhecimento pela igreja na idade média foram as ordens mendicantes.
Nada contra elas - explico:
Os membros dessas ordens se distinguiam de monges por não ficarem num mosteiro, não terem bens em comum, vivendo uma vida de pobreza e saírem no mundo pregando e contando com a boa vontade alheia para seu sustento.
As mais antigas e conhecidas são Dominicanos e Franciscanos.
Ora, aqueles que abandonaram o claustro levaram alguma coisa junto: conhecimento que estava enclausurado nos mosteiros junto como aqueles monges.
Talvez não seja por acaso que as maiores personalidades da escolástica tenham pertencido a essas ordens (Duns Escoto, Tomás de Aquino, Boaventura, Okham).
Outra coisa: o aparecimentos de professores mais ou menos laicos (não ligados a hierarquia eclesiástica, como por exemplo Abelardo) e das universidades
entre os séculos XI e XIII.
A peste deve ter tido um papel nisso, mas a escolástica já estava decadente antes dela.
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Data da postagem: 03/04/2021, 12:43

JungF
Na verdade ocorreu o contrário. A liberdade do pensamento é decorrente da pandemia causada pela peste negra (1348), a maior de toda a nossa história.
Quando, entre os cadáveres escrofulosos e apodrecidos, abandonados nos becos e vielas, também se encontravam veneráveis autoridades religiosas, o homem compreendeu que não havia qualquer relação privilegiada e exclusiva entre Deus e a Igreja.
Abre-se um caminho esplendoroso ao progresso.
Uma das questões que acode ao estudioso é: por qual razão a religião conseguiu assumir aquela importância, decidindo sobre o saber e a ignorância, sobre a vida e a morte, a riqueza e a penúria...
Alguém ajuda?
Mas, se isso é verdade, porque ainda houve Inquisição mesmo após Peste negra? A autoridade papal mesmo questionada não foi desfeita logo após a Peste Negra. Não tem como ignorar a disseminação do conhecimento grego na era do renascimento, o liberalismo (que parece ter surgido nos Países baixos, depois Inglaterra, então na França, pelo Revolução Francesa, etc), contato com outros povos da América, Ásia, etc, que foi bem depois da Peste negra. Apesar do questionamento a ordem religiosa já vir antes da Peste negra, como disse o Fenrir, apenas a Peste negra por si não foi suficiente pra desmanchar a crença absoluta
Hoje em dia mesmo com pandemia como Covid matando cristãos e cidadãos de "bem", e, mesmo tendo acesso a informação (e desinformação também), ainda tem gente que mantém crença em seres sobrenaturais como deuses, conspiracionismo, etc.
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Data da postagem: 03/04/2021, 14:55

fenrir
Eu tenho uma idéia que não sei se é ou não nova e nem se tem fundamento.
Me ocorreu após ler história da filosofia.
Acho que umas das coisas que contribuiram para a queda do monopólio do conhecimento pela igreja na idade média foram as ordens mendicantes.
Nada contra elas - explico:
Os membros dessas ordens se distinguiam de monges por não ficarem num mosteiro, não terem bens em comum, vivendo uma vida de pobreza e saírem no mundo pregando e contando com a boa vontade alheia para seu sustento.
As mais antigas e conhecidas são Dominicanos e Franciscanos.
Ora, aqueles que abandonaram o claustro levaram alguma coisa junto: conhecimento que estava enclausurado nos mosteiros junto como aqueles monges.
Talvez não seja por acaso que as maiores personalidades da escolástica tenham pertencido a essas ordens (Duns Escoto, Tomás de Aquino, Boaventura, Okham).
Outra coisa: o aparecimentos de professores mais ou menos laicos (não ligados a hierarquia eclesiástica, como por exemplo Abelardo) e das universidades
entre os séculos XI e XIII.
A peste deve ter tido um papel nisso, mas a escolástica já estava decadente antes dela.
que eu saiba foi a queda do Império Bizantino pois lá estava preservado o patrimônio intelectual da Grécia.
Quando os turcos tomaram, os romanos orientais fugiram pro ocidente trazendo esse conhecimento.
Daí desencadeou-se a redescoberta dos filósofos, o renascentismo etc
Eles migraram para a península itálica trazendo os textos clássicos originais e tal
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Data da postagem: 03/04/2021, 18:05

crisofenrir
Eu tenho uma idéia que não sei se é ou não nova e nem se tem fundamento.
Me ocorreu após ler história da filosofia.
Acho que umas das coisas que contribuiram para a queda do monopólio do conhecimento pela igreja na idade média foram as ordens mendicantes.
Nada contra elas - explico:
Os membros dessas ordens se distinguiam de monges por não ficarem num mosteiro, não terem bens em comum, vivendo uma vida de pobreza e saírem no mundo pregando e contando com a boa vontade alheia para seu sustento.
As mais antigas e conhecidas são Dominicanos e Franciscanos.
Ora, aqueles que abandonaram o claustro levaram alguma coisa junto: conhecimento que estava enclausurado nos mosteiros junto como aqueles monges.
Talvez não seja por acaso que as maiores personalidades da escolástica tenham pertencido a essas ordens (Duns Escoto, Tomás de Aquino, Boaventura, Okham).
Outra coisa: o aparecimentos de professores mais ou menos laicos (não ligados a hierarquia eclesiástica, como por exemplo Abelardo) e das universidades
entre os séculos XI e XIII.
A peste deve ter tido um papel nisso, mas a escolástica já estava decadente antes dela.
que eu saiba foi a queda do Império Bizantino pois lá estava preservado o patrimônio intelectual da Grécia.
Quando os turcos tomaram, os romanos orientais fugiram pro ocidente trazendo esse conhecimento.
Daí desencadeou-se a redescoberta dos filósofos, o renascentismo etc
Eles migraram para a península itálica trazendo os textos clássicos originais e tal
Sim, sei disso. Foram gregos como [url src="https://en.wikipedia.org/wiki/Gemistus_Pletho"]Gemisto Pleton[/url] que levaram esse conhecimento ao ocidente.
Mas a derrocada da igreja não veio de supetão, de uma tacada só, com o renascimento.
Era um processo que já havia iniciado antes no seio da própria igreja, no último periodo da escolástica, no Sec XIV.
E nem os renascentistas haviam se libertado totalmente das amarras da igreja e da cultura medieval.
Há várias referências ao tomismo, ockamismo, escotismo e averroísmo entre as doutrinas de pensadores renascentistas.
E o surgimento do protestantismo foi o golpe de misericórdia.
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Data da postagem: 03/04/2021, 18:14
Para não poluir o tópico de RR Soares.
Ciência não é ateia, é agnóstica.
Não há evidências de criaturas mágicas e as hipóteses levantadas foram refutadas.
Mas se conseguirem algum dia provar a existência delas, então a existência dessas criaturas passa a ser científica, como a dos animais.
fenrir
...nem com ciência atéia (pleonasmo)
Ciência não é ateia, é agnóstica.
Não há evidências de criaturas mágicas e as hipóteses levantadas foram refutadas.
Mas se conseguirem algum dia provar a existência delas, então a existência dessas criaturas passa a ser científica, como a dos animais.
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Data da postagem: 10/06/2021, 18:13

Tutu
Para não poluir o tópico de RR Soares.fenrir
...nem com ciência atéia (pleonasmo)
Ciência não é ateia, é agnóstica.
Não há evidências de criaturas mágicas e as hipóteses levantadas foram refutadas.
Mas se conseguirem algum dia provar a existência delas, então a existência dessas criaturas passa a ser científica, como a dos animais.
Na minha opinião:
(1) Ciência não é nem atéia nem agnóstica porque esse tipo de posicionamento não faz sentido. A Ciência é apenas busca sistemática e metódica de conhecimento. Os cientistas é que podem ser ateus ou agnósticos.
(2) Não existe "existência científica", mas podem existir provas científicas da existência de alguma coisa. Portanto, podemos comprovar cientificamente a existência dos animais mas não vejo sentido dizer que por isso eles se tornam "científicos".
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Data da postagem: 10/06/2021, 18:51

crisoque eu saiba foi a queda do Império Bizantino pois lá estava preservado o patrimônio intelectual da Grécia.
Quando os turcos tomaram, os romanos orientais fugiram pro ocidente trazendo esse conhecimento.
Daí desencadeou-se a redescoberta dos filósofos, o renascentismo etc
Eles migraram para a península itálica trazendo os textos clássicos originais e tal
Os árabes traduziram muitas obras dos antigos gregos que estavam esquecidas porque a Europa não sabia mais grego e até rejeitava essas "coisas do mundo pagão".
Através de Portugal e Espanha, que eles dominaram por quase 800 anos, esse conhecimento retornou.
E não só filosófico como científico.
Aliás, o papel chegou à Europa (e permitiu a invenção da imprensa) através dos árabes.
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Data da postagem: 11/06/2021, 11:19

Fernando Silvacrisoque eu saiba foi a queda do Império Bizantino pois lá estava preservado o patrimônio intelectual da Grécia.
Quando os turcos tomaram, os romanos orientais fugiram pro ocidente trazendo esse conhecimento.
Daí desencadeou-se a redescoberta dos filósofos, o renascentismo etc
Eles migraram para a península itálica trazendo os textos clássicos originais e tal
Os árabes traduziram muitas obras dos antigos gregos que estavam esquecidas porque a Europa não sabia mais grego e até rejeitava essas "coisas do mundo pagão".
Através de Portugal e Espanha, que eles dominaram por quase 800 anos, esse conhecimento retornou.
E não só filosófico como científico.
Aliás, o papel chegou à Europa (e permitiu a invenção da imprensa) através dos árabes.
Na verdade teria sido de ambos. Nem tudo que os gregos antigos deixaram foi rejeitado, muitos monges copistas, etc, mantiveram legado da Grécia antiga. Mas árabes também traduziram muitas coisas que tinha em Alexandria. Depois esses conhecimentos foram reintegrados.
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Data da postagem: 11/06/2021, 12:42