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Dossiê Jair Bolsonaro: seus crimes e desonestidades
Autor: Huxley | Categoria: Laicismo, Política e Economia | Exibições: 2015311 Comentários: 839
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“Quem tem que prestar contas não sou eu, é o Lula…”

“Quem deve explicação é o Jaques Wagner, é o Rui Costa…”

Isto é Flávio Bolsonaro tentando se limpar na sujeira do PT, porque não consegue sequer comprovar, como havia prometido, o uso no filme “Dark Horse” de R$ 61 milhões repassados por seu “irmão” Daniel Vorcaro.

“Vocês vão parar no tempo?”, perguntou o senador e candidato do PL à presidência da República, pressionando a imprensa a esquecer sua promessa descumprida, como se só a esquerda tivesse que prestar contas.

Só parou no tempo, na verdade, quem ainda cai nesses truques. O cinismo de Flávio, não. A tendência é aumentar a cada dia.


(Felipe Moura Brasil)

Fonte: https://x.com/FMouraBrasil/status/2092080905837789332
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Data da postagem: 25/08/2026, 20:29
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“Flávio Bolsonaro enrola e engana sobre ‘Dark Horse’”:




Neste vídeo, o jornalista *Felipe Moura Brasil* critica a postura do senador *Flávio Bolsonaro* em relação às cobranças sobre a prestação de contas do filme *Dark Horse*. O documentarista aponta os seguintes pontos principais:

* **Promessa descumprida:** *Flávio Bolsonaro* prometeu apresentar detalhes sobre o uso de R$ 61 milhões (do total de R$ 134 milhões captados junto a *Daniel Vorcaro*) na produção do filme, mas não entregou os comprovantes necessários após meses (0:00-0:33).

* **Argumento evasivo:** Ao ser questionado, o senador alega que a prestação de contas já foi feita através de uma perícia anexada a um inquérito em *São Paulo*. No entanto, o vídeo argumenta que essa perícia não apresenta notas fiscais, recibos ou o caminho detalhado do dinheiro (0:46-1:07 e 1:38-2:25).

* **Estratégia de desvio:** O comunicador destaca o uso recorrente do método "e o PT?", onde o senador tenta desviar o foco de suas próprias condutas citando escândalos envolvendo o governo *Lula* e aliados, em vez de oferecer a transparência prometida (1:08-1:20 e 5:37-5:50).

* **Relações de proximidade:** É mencionado que o senador mantém uma relação de intimidade com *Daniel Vorcaro*, dono do *Banco Master*, evidenciada pelo uso de tratamentos informais em mensagens e áudios, o que, segundo o comentarista, reforça a necessidade de explicações claras sobre a origem e o destino dos recursos (5:51-6:25).


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Flávio é senador. Atua no Legislativo, que faz leis de interesse de empresários.

Foi nessa condição que pediu grana ao banqueiro criminoso supostamente para filme de propaganda familiar.

Não é veículo de comunicação, nem divulgou “patrocínio”. Omitiu, mentiu, não presta contas.


(Felipe Moura Brasil)

Fonte: https://x.com/FMouraBrasil/status/2093507473445388621
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“O apoio de Flávio Bolsonaro a Eduardo Cunha e as suspeitas sobre ‘Dark Horse’”:




Neste vídeo do programa *Análise dos Fatos* (27/08/2026), o jornalista *Felipe Moura Brasil* critica a trajetória política recente da família Bolsonaro, focando em dois tópicos principais:

* **Apoio a Eduardo Cunha (0:00 - 3:33):** O jornalista contesta o apoio explícito de *Flávio Bolsonaro* a *Eduardo Cunha*, ex-presidente da Câmara. *Moura Brasil* relembra que *Cunha* foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro na *Operação Lava-Jato* (envolvendo o 'petrolão'), argumentando que a postura de *Flávio* contradiz o discurso 'antissistema' da família. Ele também menciona o apoio do senador a *Arthur Lira* como parte de uma prática política tradicional que ele considera hipócrita.

* **Suspeitas sobre o filme "Dark Horse" (3:34 - 12:00):** O jornalista analisa as inconsistências na prestação de contas do filme sobre a trajetória de *Jair Bolsonaro*, produzido pela *Go Entertainment*. Ele aponta que, segundo especialistas e produtores do setor audiovisual ouvidos, os gastos nas fases iniciais do projeto (*soft produção* e *pré-produção*) foram "estratosféricos" (mais de **R$ 75 milhões** na *soft*), muito acima dos padrões de mercado. A investigação, conduzida pela Polícia Civil de São Paulo e agora compartilhada com a Polícia Federal, sugere que o filme pode ter sido usado para justificar fluxos financeiros obscuros envolvendo *Daniel Vorcaro*, dono do *Banco Master*.


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Bolsonaristas, inclusive do Novo, atacam nas redes o ex-comandante da Aeronáutica Carlos de Almeida Baptista Jr., que ousou dizer “não” à tentativa de Jair Bolsonaro de reverter o resultado eleitoral em 2022.

Os ataques partem do pressuposto de que é impossível ser crítico de Lula - como Baptista Jr. foi nos últimos anos, publicamente, inclusive - e, ao mesmo tempo, do uso das Forças Armadas para reversão da derrota nas urnas eletrônicas.

Essa mobilização em período eleitoral, na verdade, busca moldar as mentes do eleitorado neste sentido, para que todos os críticos da iniciativa de Bolsonaro de consultar os chefes militares sejam vistos como apoiadores de Lula, impedindo a reflexão moral sobre a conduta específica do ex-presidente, de seus filhos e aliados.

Toda a propaganda bolsonarista é baseada neste truque retórico, porque, a partir do momento em que se coloca um líder populista no pedestal da infalibilidade, toda e qualquer crítica ao representante máximo do “nós” na alegada guerra de “nós” contra “eles”, tem de ser rechaçada e demonizada como colaboracionismo com “eles”.

Em meio a tantos ataques pessoais, chamam atenção as postagens que buscam dar ares de contradição à postura de Baptista Jr. de ter criticado “o cancelamento da ação que levou Lula à cadeia” como “quebra do Estado Democrático de Direito” e depois ter tratado como tentativa de golpe a insurreição bolsonarista.

Essas postagens buscam passar ao público a ideia de que, como o verdadeiro golpe foi dado pelo STF para soltar Lula, a chamada trama golpista e os atos do 8/1 teriam sido, portanto, contragolpes legítimos, ou, no mínimo, de que a cogitação ou articulação dessas iniciativas teriam sido justificáveis no referido contexto.

Com frequência, a força da propaganda política reside na eliminação de todas as nuances e complexidades históricas, bem como no rebaixamento do raciocínio por princípios a um apelo emocional baseado em pessoas e grupos, para facilitar a adesão popular a slogans, chavões e frases de efeito, com forte carga identitária.

Alguns elementos omitidos nos ataques a Baptista Jr. são, em suma, os seguintes:

- O bolsonarismo contribuiu para a soltura de Lula, à medida que a blindagem de Flávio Bolsonaro contra investigações de rachadinhas levou o então presidente Jair Bolsonaro e seu filho senador a buscar acordos com Dias Toffoli pela impunidade geral (alcançada em relação às acusações de crimes de colarinho branco) e a agradar ministros do STF com a sabotagem da CPI da Lava Toga e com a remoção de postagem contrária à prisão em segunda instância quando o tema começou a ser rediscutido na Corte para soltar Lula;

- O bolsonarismo desmobilizou manifestações de rua prévias e posteriores à reversão dessa jurisprudência e, ao contrário, celebrou a soltura de Lula como um fator que turbinava as chances de reeleição de Bolsonaro com a reunificação da “direita” contra o PT;

- A sabotagem da CPI da Lava Toga, que investigaria Toffoli pela abertura do inquérito das fake news, abriu caminho para a concentração de poder de Alexandre de Moraes em sua relatoria, que depois se desdobrou em várias outras, inclusive no inquérito que levou à condenação de Jair Bolsonaro à prisão;

- A omissão dos Bolsonaro na reação constitucional às extrapolações do STF se voltou contra eles próprios quando setores do bolsonarismo, instigados pelo então presidente, passaram a cogitar e articular um caminho não constitucional para reagir à iminente derrota eleitoral, insuflando massas de manobra contra uma potencial fraude no sistema eletrônico de votação e deixando-as à mercê da caneta de Moraes.

Qualquer cérebro não abduzido para o universo paralelo da propaganda bolsonarista entende, como Baptista Jr., que é possível:

- criticar Lula e STF, e defender reações constitucionais a seus abusos, sem incorrer em atos inconstitucionais afetando legitimidade;

- criticar o rabo-preso e a estupidez dos Bolsonaro por terem fortalecido o sistema que até hoje fingem combater.


(Felipe Moura Brasil)

Fonte: https://x.com/FMouraBrasil/status/2094086658647879790
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Data da postagem: 30/08/2026, 15:36
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“As mentiras de Flávio Bolsonaro no Jornal Nacional”:




Neste vídeo, o jornalista **Felipe Moura Brasil** critica as declarações do senador **Flávio Bolsonaro** durante uma sabatina no *Jornal Nacional*. A análise foca em pontos considerados inconsistentes ou falsos pelo apresentador:

* **Escândalo financeiro e transparência:** O apresentador questiona a conduta do senador ao solicitar verbas para um projeto audiovisual (o filme *Dark Horse*), destacando a falta de prestação de contas e a tentativa do senador de se equiparar a um veículo de comunicação privado (0:00 - 1:23).

* **Relação com Adriano da Nóbrega:** O vídeo contesta a versão de Flávio sobre sua relação com o falecido miliciano. Utilizando trechos de livros e denúncias do Ministério Público, Felipe aponta que Flávio condecorou Adriano após este já ter sido preso por crimes graves, refutando a tese de que seria um caso de defesa de um policial injustiçado (1:24 - 3:56).

* **Funcionários fantasmas e desvio de verba:** É detalhada a acusação do Ministério Público do Rio de Janeiro sobre o suposto esquema de "rachadinha" no gabinete do senador. O jornalista exibe documentos apontando a presença de familiares de Adriano da Nóbrega, como sua mãe e esposa, na folha de pagamento como assessoras fantasmas, cujos salários eram transferidos para o operador Fabrício Queiroz (3:57 - 7:44).


(Recurso “Resuma o Vídeo” do Google Gemini)
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[spoiler]
Huxley

(…)


- Você é senador.

- Um banqueiro recebe R$ 970 milhões do governo do seu partido no estado pelo qual você se elegeu.

- Em rede social, seu pai vincula o banco ao sistema, que estaria agindo para favorecê-lo em operações suspeitas.

- Mesmo assim, você pede e recebe dinheiro do banqueiro, alegadamente para um projeto privado sobre seu pai.

- O banqueiro é alvo da CVM, então presidida por um amigo de infância que você tinha e que renunciou após pressões políticas, sem que você o ajudasse.

- O banqueiro passa a ser investigado pela PF por fraudes.

- Mesmo assim, você manda áudio cobrando a outra parte do dinheiro.

- O banqueiro é preso em escândalo de comoção nacional e depois solto sob tornozeleira eletrônica.

- Todos sabem que ele fez fortuna enganando mais de 1 milhão de investidores.

- Mesmo assim, você o visita em casa, em outro estado.

O que você quer com essa visita?

A) Cobrar de novo do criminoso o restante do dinheiro, ainda que sabidamente sujo;

B) Combinar versões e convencer o criminoso a não citá-lo em eventual colaboração premiada;

C) Encerrar a relação com o criminoso, como se fosse preciso dar satisfação a ele sobre sua alegada decisão, mesmo depois de ter escrito que “estou e estarei sempre contigo”.


(Felipe Moura Brasil)

Fonte: https://x.com/FMouraBrasil/status/2059039105799917601
[/spoiler]

(Acima, aperte em “Mostrar” para entender o contexto da nova história que será descrita abaixo)



Quer dizer que o Vorcaro fez mais pagamentos para o filme do mito além dos 61 milhões?

Não pode ser... O Flávio garantiu que prestou contas e não teve mais nada.

Agora o Flávio está dizendo que "nunca nem viu" e "não tem nada com isso aí, talkey".

(vídeo da Folha “Caso Master: Flávio se nega a responder sobre novos repasses de Vorcaro a Dark Horse”)


(Allan dos Panos)

Fonte: https://x.com/allandospanos/status/2094876661804302822



“LIBEREI MAIS UMA HOJE”

Flávio Bolsonaro declarou na GloboNews que pagamentos de Vorcaro pro Dark Horse encerraram em maio de 2025. Era mentira. Teve pagamento em 16/09/2025, oito dias após cobrança do senador. E em 22/10/2025 Vorcaro escreveu a frase acima.

Na @revistapiaui 🧶



Até hoje Flávio Bolsonaro esconde o cofre. O contrato de Vorcaro previa pagar 24 milhões de dólares para a cinebiografia de Jair Bolsonaro, em 14 parcelas. O Intercept Brasil revelou as primeiras 6 parcelas. A @revistapiaui revela a 7ª e uma possível 8ª.

https://piaui.uol.com.br/web/flavio-bolsonaro-dinheiro-dark-horse-vorcaro/

– Olha só. O último pagamento que ele fez [...] foi em maio de 2025 – disse Flávio Bolsonaro na GloboNews quando tentou se explicar.

Relatório do Coaf mostra que, em 16 de setembro de 2025, caiu US$ 1.666.667 ao Havengate, fundo no Texas que os Bolsonaro escolheram como destino.

A data é importante.

O dinheiro foi enviado oito dias depois de Flávio Bolsonaro cobrar Vorcaro por áudio:

“Como tem muita parcela pra trás, cara, tá todo mundo tenso.”

E: “A gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos aqui.”

pode ter havido uma oitava parcela.

Em 22 de outubro, Thiago Miranda, publicitário e lobista que uniu Flávio e Vorcaro, cobrou do banqueiro:

“Consegue liberar as parcelas do filme?”

Vorcaro respondeu:

“Sim. Liberei mais uma hoje.”

Leia a íntegra:

https://piaui.uol.com.br/revista/240/caixa-preta-flavio-bolsonaro-vorcaro-dark-horse/

Com a 7ª parcela, o total comprovadamente enviado por Vorcaro para Dark Horse sobe de US$ 10,6 milhões para US$ 12,3 milhões — R$ 65 milhões na cotação da época. E se tiver havido mesmo a 8ª, o total chegaria a US$ 14 milhões. Mais do que a produtora GoUp alega ter recebido.



(Breno Pires)

Fonte: https://x.com/brenopires/status/2094754104409022913



Fonte: https://x.com/philliphonorato/status/2094942444806627392
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Ele tem que sair - o que não significa que aqueles que ele condenou sejam inocentes.
Editorial do Estadão: Moraes tem de sair do Supremo

01/09/2026

Diante das gravíssimas revelações feitas por este jornal sobre sua relação com o Master, o ministro tem a obrigação de renunciar, sob pena de arrastar o Supremo para sua crise pessoal


:::::

Alexandre de Moraes não tem mais condições de seguir como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e deveria pedir exoneração do cargo, para o bem da própria Corte. As revelações feitas pelo Estadão de que Moraes ajudou a elaborar o contrato milionário entre o escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master, de Daniel Vorcaro, desmentem categoricamente que o ministro fosse alheio ao acerto e a todas as suas implicações éticas e legais.

Para começar, participar da elaboração de um contrato é exercício de advocacia, atividade incompatível com a magistratura. Mas as mensagens do celular de Vorcaro tornadas públicas hoje pintam um quadro muito mais grave. O banqueiro, pivô do maior escândalo da história do sistema financeiro nacional, tratava Moraes como alguém a quem podia recorrer para influir no curso de investigações. “Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei?”, perguntou, em referência ao procurador-geral Paulo Gonet e ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. Em outra mensagem: “Se o Andrei conseguir atrasar pra outra semana, pois tem feriado, o banco não quebra. Tenta chamar ele e sensibilizar isso se achar possível”. Dois dias antes de ser preso, Vorcaro perguntou: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”.

Não se sabe o que Moraes respondeu. Pouco importa, porque já não se pode negar o que está diante dos olhos: um investigado por fraudes bilionárias buscava num ministro informação, orientação e intervenção sobre atos da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR), enquanto seu banco pagava somas exorbitantes ao escritório de sua família – contrato que tem as digitais do próprio Moraes.

Há perguntas que só uma investigação responderá. Moraes procurou Gonet? Falou com Andrei? Tentou retardar diligências? Transmitiu informações sigilosas? Dependendo das respostas, podem estar em jogo ilícitos de imensa gravidade, como prevaricação, advocacia administrativa, obstrução de justiça e corrupção passiva. Gonet não pode continuar tratando esse material como “insuficiente”, como já o fez no passado, sem cair ele mesmo em suspeição.

Gonet arquivou anteriormente uma representação contra o ministro. Agora surgiram evidências novas, e uma delas envolve o procurador-geral nominalmente: Vorcaro pedia a Moraes que recorresse ao próprio Gonet para conter a investigação. André Mendonça já cobrou esclarecimentos da PGR e avalia os próximos passos. Se isso ainda não basta para abrir uma investigação formal e independente, é difícil saber o que bastaria.

Investigar, porém, resolve apenas parte da crise. As suspeitas recaem justamente sobre o uso do poder que Moraes continua exercendo. O homem que lhe pedia ajuda para alcançar o chefe da PF e o procurador-geral era o dono do banco que despejava dezenas de milhões de reais no escritório de sua mulher. O ministro participou pessoalmente do contrato e agora pode ter de ser investigado pelas mesmas instituições sobre as quais Vorcaro esperava que ele exercesse influência. Essa situação é incompatível com a normalidade institucional.

Moraes tem direito à presunção de inocência, ao devido processo e a todas as garantias legais que tantas vezes negou a outros, mas essas garantias não obrigam o Supremo a carregar, por tempo indefinido, o peso de um ministro cuja permanência compromete a autoridade da própria Corte.

O STF já errou demais no caso Master. Dias Toffoli, que também mantinha negócios com Vorcaro, só deixou a relatoria do caso depois que sua posição se tornou insustentável. Agora a crise atinge Moraes em outro patamar – o mesmo ministro que tantas vezes invocou a defesa do STF e do Estado Democrático de Direito para justificar o exercício de seus poderes. Chegou a hora de demonstrar que seu compromisso com as instituições vale também quando o sacrifício é seu.

Moraes tem de deixar o Supremo. Sua responsabilidade criminal será apurada, mas a responsabilidade institucional já se impõe. Se ele se recusar a retirar esse peso da Corte, sua permanência terá de ser enfrentada por quem a Constituição encarregou de julgar crimes de responsabilidade de ministros do STF: o Senado. Defender o Supremo, agora, significa impedir que a crise de um ministro se torne a crise da instituição.

https://www.estadao.com.br/opiniao/moraes-tem-de-sair-do-supremo/
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Fernando Silva
Ele tem que sair - o que não significa que aqueles que ele condenou sejam inocentes.

(...)


Os bolsonaristas enrustidos que se fingem de independentes não só vão usar o escândalo do Alexandre de Moraes para tentarem voltar a negar a tentativa de golpe do Jair Bolsonaro em 2022, como também vão ignorar a nova bomba contra o Flávio que pus no post anterior — que é basicamente mais uma evidência de que o candidato à Presidência do PL é só outro "Moraes'" recebendo "Vorcarão".
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Se não há investigação, então não há corrupção oficialmente detectada. Essa é a mágica de ter um PGR servil e prevaricador...O raciocínio que se aplica a Paulo Gonet hoje também se aplicava a Augusto Aras no passado.

E ainda tinha trouxa papagaio da mídia bolsonarista que dizia "0 casos de corrupção no governo Bolsonaro!":


Opinião

Aras e Gonet mostraram que a PGR precisa mudar

Alexandre Borges

Colunista do UOL

02/09/2026 10h56

Resumo

O colunista afirma que a crise política da semana passa pela PGR: Paulo Gonet pediu anular o relatório da PF sobre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro e, para ele, sem ação do PGR não há investigação.

 Ele diz que Gonet não analisou fatos do relatório e ignorou menções ao próprio nome, além de pedir arquivamentos ligados a Dias Toffoli e não investigar contrato do Banco Master com escritório de Viviane Barci de Moraes.

 O autor compara com Augusto Aras, indicado por Bolsonaro, e cita levantamento do UOL com 104 pedidos de arquivamento envolvendo o ex-presidente; defende repensar regras do cargo e afastar Gonet do caso Vorcaro.


Fonte: https://noticias.uol.com.br/colunas/alexandre-borges/2026/09/02/aras-e-gonet-mostraram-que-a-pgr-precisa-mudar.htm

Huxley
Dicionário terminológico dos bolsonaristas (versão corrigida, revisada e ampliada pois a original tinha alguns erros ortográficos, de citação e de fluência, além da ausência de alguns termos) (…)

“Lava Jato”: Aquilo que os bolsonaristas diziam que o PT iria acabar, mas foi o próprio Bolsonaro que acabou por intermédio de Augusto Aras. Porém, o bolsonarista não vê problema, pois como o Jair disse numa famosa frase: “Acabei com a Lava Jato, porque não tem mais corrupção no governo”. “Tratoraço”, desvios de verbas no SUS que geraram prisões no âmbito do Orçamento Secreto (26) e denúncias na Codevasf que o digam. Ademais, segundo os bolsonaristas, réus do Mensalão e do Petrolão que receberam cargos políticos e honrarias importantes de Bolsonaro (Ciro Nogueira, Valdemar da Costa Neto, Roberto Jefferson, etc.) aparentemente viraram “novos homens” e pararam de roubar ou liderar esquemas de corrupção. (…)

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