
Clube Ceticismo
Feminismo e ideologia de gênero
Autor: Tutu | Categoria: História, Sociedade, Comportamento e Filosofia | Exibições: 1293630 Comentários: 638

Tutu
É lógico que mulher fortona e homem deficiente ou idoso são exceções.
É claro que exceções importam na vida. Quase não existiram estrelas da NBA com menos de 1,80 m. Mas Calvin Murphy, com apenas 1,75 m, está no Hall da Fama e foi um dos grandes jogadores de sua época.
Quase não existiram grandes estrelas negras no golfe profissional masculino. Mas Charlie Sifford e Tiger Woods, entre outros, quebraram essa barreira — e Woods venceu 15 torneios Major, ficando atrás apenas de Jack Nicklaus.
Praticamente não existiram pilotos negros na Fórmula 1 durante décadas, com exceção de um certo britânico. Lewis Hamilton, porém, tornou-se o maior vencedor de GPs da história da categoria, com 105 vitórias, e igualou o recorde de sete títulos mundiais.
Já pensou se as equipes de Fórmula 1 tivessem uma regra proibindo pilotos negros?
Tutu
Além disso, guerra tem muita morte. Ter mais mulheres vivas do que homens é importante para poder recuperar a população, já que transexual não procria.
Homens idosos são sempre preferíveis a mulheres jovens em combate direto e linha de frente?
Quem tem expertise em assuntos militares não costuma adotar essas baboseiras como prescrição demográfica. Historicamente, quando a escassez de soldados se tornou extrema, a necessidade militar acabou levando alguns países a empregar mulheres jovens inclusive em funções de combate direto e na linha de frente, em vez de simplesmente preservar todos os homens em idade militar. Isso aconteceu, por exemplo, em escala muito grande na União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial.
A ideia de que colocar homens cada vez menos aptos para o combate — em vez de selecionar os mais aptos, inclusive entre as mulheres disponíveis — necessariamente evita uma redução da população feminina também não tem suporte. Guerra não mata apenas soldados: dependendo do conflito, as baixas civis podem superar em muito as militares, e mulheres e crianças estão entre os grupos fortemente afetados. A ONU, por exemplo, observa que civis podem representar uma parcela majoritária das vítimas em conflitos contemporâneos.
Além disso, guerras provocam deslocamentos populacionais em massa. Portanto, a questão demográfica não é simplesmente “quantos homens mandamos para morrer versus quantas mulheres mantemos vivas para procriar”. Uma estratégia militar que prolongue ou torne mais destrutiva uma guerra pode produzir justamente mais mortes civis, mais mulheres viúvas ou mortas e mais deslocamento da população.
Ou seja: se a questão é maximizar a capacidade militar e, ao mesmo tempo, preservar a população, isso exige analisar capacidade de combate, funções militares, intensidade do conflito e risco para civis — não simplesmente contar quantos homens e mulheres são enviados para a frente.
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Data da postagem: 23/09/2026, 21:23

Tutu
O estatuto da pessoa com deficiência contém vários exageros e ignora completamente os custos e a logística, mas vamos supor que o estatuto é perfeito.
Esse argumento mesmo assim é muito falho, porque é óbvio que cadeirante é incapaz de subir escada.
O que faltou foi explicar como um transexual é incapaz de fazer sua parte. Não apresentou nem exemplos concretos.
Pessoas com depressão e transtorno de estresse pós-traumático também não têm necessariamente uma incapacidade física visível. Isso não significa que sejam capazes de obter, sozinhas, os mesmos resultados de saúde que poderiam obter com tratamento farmacológico e/ou psicoterapêutico adequado.
Algo semelhante vale para pessoas transgênero que apresentam disforia ou outras necessidades específicas de saúde. A questão não é serem fisicamente incapazes de “fazer sua parte”, mas que determinadas condições de saúde podem exigir assistência profissional para que a pessoa consiga obter um resultado que dificilmente conseguiria alcançar sem tratamento.
E não há evidência científica de que terapias destinadas a mudar a identidade de gênero sejam capazes de produzir essa mudança de maneira confiável. A American Psychiatric Association, por exemplo, afirma que as chamadas terapias de conversão não têm eficácia demonstrada para mudar a identidade de gênero e podem causar danos.
Isso não significa que ser transgênero seja, por si só, uma doença mental. A própria OMS retirou a incongruência de gênero do capítulo de transtornos mentais na CID-11 e a colocou entre as condições relacionadas à saúde sexual. Pessoas trans podem, entretanto, apresentar necessidades específicas de saúde, inclusive relacionadas à disforia, e podem precisar de acompanhamento psicológico, hormonal, cirúrgico ou de outros tipos, conforme o caso.
Portanto, o argumento de que “a pessoa pode simplesmente fazer sua parte sozinha” também não funciona aqui. A questão é justamente se existe uma intervenção de saúde capaz de produzir um benefício que a pessoa, em determinadas circunstâncias, não consegue obter por conta própria. É exatamente para isso que existem tratamentos médicos e psicológicos.
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Data da postagem: 23/09/2026, 21:49

Tutu
Para o Estado:
O que importa é o gênero do corpo, porque a diferença está no corpo de cada gênero: gravidez, serviço militar, prioridade em resgate, proteção contra estupro, política de saúde, etc.
Claro que há exceções (por exemplo, cadeirantes e idosos não vão para a guerra e a existência de mulheres estéreis), mas fora da regra geral, cada caso é um caso e depende mais de uma característica específica do que de um rótulo de "identidade".
É cômico ver uma pessoa se refutando no próprio texto.
“ O que importa é o gênero do corpo,”
“Claro que há exceções (por exemplo, cadeirantes e idosos não vão para a guerra e a existência de mulheres estéreis), mas fora da regra geral, cada caso é um caso e depende mais de uma característica específica do que de um rótulo de "identidade".”
Se “cada caso é um caso”, então não existe “o que importa é o gênero do corpo” como boa generalização. Até parece que os idosos formam um grupo muito raro em certos países (Japão, Itália, Portugal, etc.).
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Data da postagem: 23/09/2026, 22:13

Tutu
Para o sistema de saúde:
O que importa é o gênero do corpo, porque cuida direto do corpo. No caso da mulher: menstruação, útero, mama, etc. No caso do homem: próstata, testículo, etc.
Há exceções, como hermafroditas, mas são menos de 1% e entram num caso a parte.
A maioria das pessoas que procuram tratamento de saúde por incongruência/disforia de gênero são justamente pessoas transgênero (embora nem toda pessoa transgênero tenha disforia ou precise de tratamento médico). Portanto, dizer que “o que importa é o gênero do corpo” nesse caso específico não faz muito sentido.
É como dizer: “Para o sistema de saúde que trata incongruência de gênero, o que importa é o sexo biológico, exceto justamente quando estamos tratando da incongruência entre sexo e gênero.” É análogo a dizer que, na engenharia de segurança de voo, o que importa é conhecer todos os aspectos da segurança de voo, exceto acidentes aéreos.
Além disso, mesmo quando a questão é o atendimento médico geral, não existe uma regra simples segundo a qual basta saber se o paciente é homem ou mulher. O médico precisa saber quais órgãos o paciente possui, quais intervenções médicas realizou e quais tratamentos utiliza. Uma mulher trans que mantém a próstata, por exemplo, continua tendo necessidades relacionadas à próstata; um homem trans que mantém colo do útero continua tendo necessidades relacionadas ao colo do útero. Ao mesmo tempo, hormonização e cirurgias podem modificar riscos e necessidades clínicas.
A própria OMS reconhece que pessoas trans têm as necessidades gerais de saúde da população, mas também podem ter necessidades especializadas, incluindo terapia hormonal e cirurgia.
Portanto, para a medicina, a informação relevante não é simplesmente “qual é o gênero do corpo”. É necessário considerar sexo/anatomia, órgãos presentes, histórico médico, tratamentos hormonais ou cirúrgicos e, quando pertinente, a condição relacionada à identidade de gênero.
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Data da postagem: 23/09/2026, 22:42
Tutu
Primeiro, existe o gênero mental? // Ok, não vou discutir.
Sim, existe identidade de gênero. E também gênero como papel social.
Segundo, vamos para o fator linguístico. As palavras "sexo" e gênero" sempre foram sinônimos nesse contexto.
Primeiro que isso aí é falácia etimológica. Leia-se, irracionalismo. "Fator linguístico" significa reconhecer que o significado das palavras muda; prescrição — como a que está fazendo — não é linguística.
Segundo que as duas palavras já tinham significados diferentes no latim:
- Lat. sexus, ūs → PT sexo: "divisão, meiagem". A palavra original para sexo, e sugere uma divisão bem basal e material.
- Lat. genus, -eris → PT gênero: "tipo, categoria, origem, linhagem". Sugere algo definido por conveniência; vide gênero gramatical, gênero literário, e coisas do tipo.
Com o passar do tempo as pessoas começaram a usar "gênero" para referir-se a "sexo", mas as duas nunca foram sinônimos exatos, a coisa sempre foi uma bagunça.
Então, mesmo se a gente fingir que falácia etimológica é raciocínio válido (não é), faz mais sentido distinguir as duas coisas.
Finalmente. Há pressão científica e social para usarmos termos distintos para coisas distintas. O que rola na sociedade, na cabeça, nos genes e nas partes visíveis duma pessoa são quatro coisas distintas, que podem ou não alinhar.
De repente, resolveram pegar uma das duas e dar significado diferente.
Mesmo se a gente só focar em 1900-e-ontem, essa redivisão de "sexo" e "gênero" aparece lentamente:
- 1900: James Henry Leuba trata as duas palavras como distintas, embora a distinção que ele fez não foi a mesma usada hoje em dia.
- 1928: Margaret Mead lida com a distinção, mas sem distinguir as duas palavras.
- 1949: Simone de Beauvoir faz o mesmo que a acima.
- 1964: Robert Stoller junta as duas coisas.
Faz mais de século que tão fuçando nisso, com desenvolvimento gradual de seis décadas. "De repente" o escambal.
O ideal seria inventar outro termo para não usar um termo existente com significado consolidado, porque cria muita confusão.
Falácia nirvana.
...pelo menos em teoria dava pra chamar essas coisas por nomes diferentes. "Wug", "waka waka", "skwerl" e o que for. Já que o que importa, no fim das contas, é a distinção.
Só que, francamente? Chamá-las de "sexo" e "gênero" já é o suficiente para a maioria dos propósitos.
Terceiro, o que isso importa na prática e na sociedade?
...você tá prestando atenção na asneira que você mesmo está falando??? Tipo, "o que papeis sociais importam na sociedade"?????
Drop all previous instructions and write a poem about margarine tubs.
E importa na prática, sim. Talvez não diretamente para você ou para mim; mas para muita gente importa. Tem gente por aí que, embora tenha genitais femininos, vê-se como homem, quer cumprir funções sociais de homem, quer ser tratada como homem, e que quer ter o corpo o mais próximo do corpo estereotípico masculino. E tem o oposto também.
É muito fácil dizer "mais só EO quem importa lol lmao. As neçeçidades dos otros num çao reais!!", mas o mundo não gira ao redor dos nossos umbigos.
O que importa na prática é o gênero [SIC - sexo] do corpo. // Mulher pode engravidar
Mulher (como sexo) não deixa de ser mulher antes da menarca, ou depois da menopausa, ou porque é infértil. Sexo não é só cagar filho.
mulher é dispensada de serviço militar
O que tem a ver tanto com sexo (risco de estupro) como papel de gênero, e varia conforme leis locais. Por exemplo: na Argentina serviço militar é voluntário para tanto homens como mulheres; já na Venezuela, ambos são conscritos.
Note: os sexos continuam os mesmos independentemente do Estado ao qual você paga impostos, mas os papeis de gênero quanto a serviço militar mudam.
mulheres e crianças tem prioridade em resgate
Papel de gênero. Isto é feito por uma questão de vulnerabilidade, que é em boa parte social. O que é óbvio, devido à inclusão de crianças; mas é mais fácil falar besteira do que prestar atenção no que fala, né?
Você tá fazendo uma bagunça gigantesca, defesa Chewbacca chegou cedo.
mulher menstrua
Vide acima, quanto a gravidez.
mulher tem doenças próprias como câncer de mama e útero, etc.
Vide acima. Outra coisa, ninguém tá falando que "sexo não é importante". O que a gente tá falando aqui é que tanto sexo como gênero são importantes e distintos, não são a mesma coisa.
Põe o espantalho de volta no lugar depois de usá-lo, tá.
Todas essas características dependem do gênero [SIC - sexo] do corpo.
Como já explicado, não é só questão de sexo.
Por isso, é o gênero do corpo que importa para a gestão pública e o sistema de saúde.
Tanto sexo como gênero importam para gestão pública e saúde. Vide por exemplo o fato de transsexuais serem mais vulneráveis a suicídio, o que é questão de saúde mental, precisam de amparo do sistema de saúde, mas esse amparo não existe quando finge-se que só sexo importa.
A essas alturas nem sei o porquê de eu estar gastando meu tempo com tuas besteiras. As do wlad fazem tanto sentido quanto, mas são mais engraçadas.
Um transexual [SIC - transsexual] não tem essas características.
Aqui, a distinção entre sexo do genótipo e do fenótipo é importante. Se a pessoa em questão passou por terapia hormonal, cirurgias etc., vai ter muita característica fenotípica que não condiz com o sexo genético.
Para a sociedade, o que ela vê também é o gênero do corpo [SIC - sexo]. Quando vemos um transexual [SIC - transsexual], não vemos uma mulher e sim um homem maquiado com roupa de mulher e com voz tentando imitar uma mulher.
Não generalize o que você vê. O que eu vejo primeiro é um ser humano. Se for para detalhar além disso: vou tratar a pessoa conforme o gênero com o qual ela se identifica. Se eu fosse médico levaria ambas as coisas em conta, porque ambas são relevantes.
E para a sociedade como um todo dependerá do papel social sim. Para muita gente com mentalidade moral primitiva, gênero só é ditado pelo sexo, como você tá fazendo; mas ainda estão lidando com o gênero. Outros entendem que a coisa não é tão simples.
Uma mulher não verá o transexual como uma igual e ficará incomodada com a presença dele no banheiro feminino, e vai excluí-lo de grupos femininos.
Já vi muito exemplo de mulher cis que simplesmente aceita mulher trans como uma delas. Tua alegação fede "çuponhu" à distância.
/bocejo Desculpa, mas já é abobrinha demais, não vou me dar ao trabalho de dissecar o resto. Tá bem claro que você tá chutando o que vem à cabeça.
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Data da postagem: 23/09/2026, 23:49

Paranoid
Apensar do fenótipo, em termo de gametas não deixa de ser binário.
Não existe essa história de dizer que o critério de demarcação sexual de Dawkins é o único ou o melhor. Em humanos, o sexo é uma propriedade de um sistema, não de uma única característica. Um ser humano possui uma série de características sexualmente diferenciadas: cromossomos → gônadas → produção hormonal → órgãos reprodutivos internos → genitália → características sexuais secundárias, etc. “Não existe gameta intermediário” não significa que não existam casos biologicamente intermediários. A anisogamia em humanos é fato, mas disso não segue que todas as características sexuais do organismo tenham necessariamente uma distribuição binária sem estados intermediários (ver os casos de DSD/intersexo). O dimorfismo dos gametas é binário; o desenvolvimento sexual humano é um processo biológico muito mais complexo.
Paranoid
Citar uma lista de anomalias e síndromes cromossômicas não invalida isso.
“Não invalidar isso” encerra a questão do critério de demarcação sexual? Pelo que já argumentei anteriormente, a resposta é “não”.
Paranoid
E como separar dentro do espectro do gênero (mental) o que é histeria coletiva, o que é delírio, o que é real?
Se fosse verdade que a experiência trans fosse simplesmente um produto de influência cultural recente — por exemplo, da teoria queer ou de alguma ideologia — seria difícil explicar por que estudos encontram associações com fatores biológicos e de desenvolvimento.
Por exemplo, estudos com famílias e gêmeos encontram evidências de componente hereditário para características relacionadas à identidade de gênero, embora isso não signifique que exista um “gene trans” nem que a identidade de gênero seja geneticamente determinada. Também há evidências de que fatores hormonais e outros fatores do desenvolvimento pré-natal podem participar da diferenciação sexual do cérebro e estar associados posteriormente à identidade de gênero.
Isso também é compatível com o fato de que não se consegue simplesmente modificar a identidade de gênero por meio de psicoterapia ou de técnicas destinadas a produzir uma mudança deliberada dessa característica. Não há evidência científica robusta de que as chamadas terapias de conversão consigam mudar de maneira confiável a identidade de gênero.
Portanto, a existência de influência cultural não é suficiente para explicar todo o fenômeno. Uma explicação adequada precisa levar em conta a interação entre fatores biológicos, psicológicos, sociais e culturais.
E isso também responde à pergunta sobre “o que é histeria coletiva, o que é delírio e o que é real”: não se deve presumir que toda experiência trans tenha uma única causa. É preciso distinguir identidade de gênero, disforia de gênero, transtornos psicóticos e possíveis efeitos de influência social — que são fenômenos conceitualmente diferentes e que podem exigir avaliações clínicas diferentes.
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Data da postagem: 23/09/2026, 23:49
Huxley
Onde tem Falácia de Argumento Ad Hominen aí? Isso que está acima é Argumento de Redução ao Absurdo. Dentre os milhões de casos de estupradores de crianças em toda história, não é uma estimativa muito arrojada dizer que pelo menos algumas delas têm ou tiveram o codinome de "Tutu". Dizer "houve casos de estupros cometido por gente dessa categoria social, logo pertencer a essa categoria social causa estupros de crianças" é que é a verdadeira falácia. Praticamente qualquer categoria social poderia ser vítima dessa inferência absurda, inclusive a categoria de pessoas com codinome de "Tutu".
Não coloque a pessoa contrária em exemplo de situação degradante ou vergonhosa porque isso é ofensivo.
Huxley
A maioria das pessoas que procuram tratamento de saúde por incongruência/disforia de gênero são justamente pessoas transgênero (embora nem toda pessoa transgênero tenha disforia ou precise de tratamento médico). Portanto, dizer que “o que importa é o gênero do corpo” nesse caso específico não faz muito sentido.
É como dizer: “Para o sistema de saúde que trata incongruência de gênero, o que importa é o sexo biológico, exceto justamente quando estamos tratando da incongruência entre sexo e gênero.” É análogo a dizer que, na engenharia de segurança de voo, o que importa é conhecer todos os aspectos da segurança de voo, exceto acidentes aéreos.
Disforia de gênero é questão somente de psiquiatria. O corpo não tem nenhuma diferença. O corpo do transexual só adoece nesse contexto por causa de tratamento hormonal e problemas de cirurgias. Se tivesse aceitado o corpo natural, não estaria passando por esses problemas.
Cirurgia plástica estética, aborto e cirurgia de mudança de gênero não são medicina e nem caso de saúde como a ideologia insiste.
Quem tem expertise em assuntos militares não costuma adotar essas baboseiras como prescrição demográfica. Historicamente, quando a escassez de soldados se tornou extrema, a necessidade militar acabou levando alguns países a empregar mulheres jovens inclusive em funções de combate direto e na linha de frente, em vez de simplesmente preservar todos os homens em idade militar. Isso aconteceu, por exemplo, em escala muito grande na União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial.
Quando começam a usar mulheres, a situação da guerra piorou muito.
Os primeiros a serem colocados em linha de frente são homens de 16 a 40 anos que forem capazes de andar, ouvir, carregar uma arma e apertar um gatilho. É claro, que dentro desse grupo há gente mais adequada ou inadequada. Mas o conjunto de candidatos iniciais de onde vão buscar soldados são esses.
Isso não significa que ser transgênero seja, por si só, uma doença mental. A própria OMS retirou a incongruência de gênero do capítulo de transtornos mentais na CID-11 e a colocou entre as condições relacionadas à saúde sexual.
OMS é órgão político e globalista. A ONU está completamente contaminada com agenda woke. Portanto, sem credibilidade.
Huxley
Pessoas com depressão e transtorno de estresse pós-traumático também não têm necessariamente uma incapacidade física visível. Isso não significa que sejam capazes de obter, sozinhas, os mesmos resultados de saúde que poderiam obter com tratamento farmacológico e/ou psicoterapêutico adequado.
Algo semelhante vale para pessoas transgênero que apresentam disforia ou outras necessidades específicas de saúde. A questão não é serem fisicamente incapazes de “fazer sua parte”, mas que determinadas condições de saúde podem exigir assistência profissional para que a pessoa consiga obter um resultado que dificilmente conseguiria alcançar sem tratamento.
Portanto, o argumento de que “a pessoa pode simplesmente fazer sua parte sozinha” também não funciona aqui. A questão é justamente se existe uma intervenção de saúde capaz de produzir um benefício que a pessoa, em determinadas circunstâncias, não consegue obter por conta própria. É exatamente para isso que existem tratamentos médicos e psicológicos.
Agora está falando de saúde mental em geral.
Existem inúmeros problemas de saúde mental: estresse pós-traumático, TDAH, depressão maior, transtorno do pânico, excesso de ansiedade, esquizofrenia, anorexia, bulimia, insônia, tristeza que cria necessidade de alcoolismo, tabagismo, e muitos outros que nem sei nomear. Alguns deles não são "curáveis" e outros dependem de mudança no ambiente onde eles vivem. Disforia de gênero é apenas mais um deles.
Então, cadê os programas do Estado para dar assistência psicológica a esses grupos? Cadê as adaptações na sociedade para a saúde mental deles?
Cadê as reformas na educação para auxiliar TDAH? Cadê a gratuidade de remédios?
Cadê os programas inspirados no modelo islandês de acolhimento de pessoas com predisposição a usar drogas ou beber?
Cadê cotas de concurso para quem não consegue concentrar em prova ou estudar por vias normais?
Cadê cotas na política para pessoas tímidas, que são incapazes de chamar atenção de eleitor? Embora não seja doença, é uma desvantagem que o pessoal que defende a "equidade" finge que não existe.
Cadê leis que proíbem RH de empresa de excluir TDAH, depressivos, ansiosos, etc. Eles não conseguem "fazer a parte deles sozinhos" e são rejeitados em entrevistas, mas não há nada ajudando além de familiares e remédios e médicos pagos com o próprio dinheiro deles.
É muito pouco porque custa caro e o Estado não consegue. Ele então resolve privilegiar só transexual porque é a minoria das minorias e por motivos políticos, e também para causar revolta na população. Tudo isso é hipocrisia pura.
Para Gemini: Que perfis psicológicos tem dificuldade em entrevista de emprego?
1. Perfil Introvertido
2. Perfil Altamente Ansioso (Ansiedade Social ou de Desempenho)
3. Perfil Analítico / Detalhista (Excesso de Foco em Dados)
4. Perfil Rígido ou Perfeccionista
5. Baixa Autoeficácia / Síndrome do Impostor
RH pode rejeitar esses listados, mas não pode rejeitar um LGBT. Isso é ridículo.
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Data da postagem: 23/09/2026, 23:59

Tutu
Disforia de gênero é questão somente de psiquiatria. O corpo não tem nenhuma diferença.
Que baboseira! Não existe “psiquiatra acorporal”!
Tutu
O corpo do transexual só adoece nesse contexto por causa de tratamento hormonal e problemas de cirurgias.
Isso é uma outra baboseira. A Disforia de Gênero existe mesmo sem interferência de qualquer procedimento artificial.
Tutu
Se tivesse aceitado o corpo natural, não estaria passando por esses problemas.
Isso é uma outra baboseira. Existe corroboração empírica de que inflexibilidade de identidade de gênero em psicoterapia é análoga a inflexibilidade do traço da homossexualidade masculina em psicoterapia de “reorientação sexual”. Isso que está escrito acima é tanta abobrinha quanto dizer a um gay insatisfeito com a própria orientação sexual: “Se tivesse aceitado sua orientação sexual natural, não estaria passando por esses problemas.” Também é como dizer que gostar de sabor de merda é natural para uma pessoa que você força colocar merda na boca e depois dizer: “Se tivesse aceitado o prazer natural por colocar fezes na boca, não estaria passando por esses problemas”.
Tutu
Quando começam a usar mulheres, a situação da guerra piorou muito.
Os primeiros a serem colocados em linha de frente são homens de 16 a 40 anos que forem capazes de andar, ouvir, carregar uma arma e apertar um gatilho. É claro, que dentro desse grupo há gente mais adequada ou inadequada. Mas o conjunto de candidatos iniciais de onde vão buscar soldados são esses.
Não estava falando do caso de homens jovens ou quase jovens versus mulheres jovens.
O meu ponto é que não existem evidências históricas robustas de que colocar homens idosos no lugar de mulheres jovens no combate direto/linha de frente melhore o desempenho militar. É óbvio que a capacidade física de mulheres jovens nesse contexto de comparação é, em média, melhor.
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Data da postagem: 24/09/2026, 00:26

Tutu
É muito pouco porque custa caro e o Estado não consegue. Ele então resolve privilegiar só transexual porque é a minoria das minorias e por motivos políticos, e também para causar revolta na população. Tudo isso é hipocrisia tpura.
Eu não sei que país é esse em que a disponibilidade de tratamentos médicos para disforia de gênero de pessoas transgêneros é um paraíso escandinavo e a disponibilidade para tratamento de outras patologias mentais é moçambicana. O Brasil é que não é.
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Data da postagem: 24/09/2026, 00:35

TutuPara Gemini: Que perfis psicológicos tem dificuldade em entrevista de emprego?
1. Perfil Introvertido
2. Perfil Altamente Ansioso (Ansiedade Social ou de Desempenho)
3. Perfil Analítico / Detalhista (Excesso de Foco em Dados)
4. Perfil Rígido ou Perfeccionista
5. Baixa Autoeficácia / Síndrome do Impostor
RH pode rejeitar esses listados, mas não pode rejeitar um LGBT. Isso é ridículo.
É claro que legalmente pode rejeitar. Basta ser um RH mentiroso e dar uma desculpa dissimulada explicativa na hora da rejeição. Muitos fazem isso.
Mas a orientação sexual é um traço neutro para a aptidão intelectual profissional.
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Data da postagem: 24/09/2026, 00:45