Clube Ceticismo
Materialismo
Autor: criso | Categoria: Origens e Evolução | Exibições: 39522 Comentários: 25
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Não faz diferença saber se um computador sente ou não porque ele vai continuar sendo um computador, isto é, desempenhando as funções de um computador.

A ilusão da certeza que temos a partir do "cogito, ergo sum" só vale para nós mesmos e é intransferível sem o uso da credibilidade no outro exterior a nós.

A própria percepção da realidade é uma ilusão. A realidade na nossa mente é somente memória do passado e memórias podem ser manipuladas por critérios de reprodução e sobrevivência.
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Gigaview
Não faz diferença saber se um computador sente ou não porque ele vai continuar sendo um computador, isto é, desempenhando as funções de um computador.

A ilusão da certeza que temos a partir do "cogito, ergo sum" só vale para nós mesmos e é intransferível sem o uso da credibilidade no outro exterior a nós.

A própria percepção da realidade é uma ilusão. A realidade na nossa mente é somente memória do passado e memórias podem ser manipuladas por critérios de reprodução e sobrevivência.


Aí, Gigaview, sinceramente,

uma dose de ceticismo é racional,

mas o seu foi tão longe que deu uma volta,

entrou em loop e caiu em solipsismo e irracionalismo.

Que as outras pessoas possuam consciência é o mínimo do bom senso.

Que também possuem um mundo interior, é a pré-condição de falarmos em coisas como:

dilemas morais, valores, sonhos, respeito, subjetividade, dignidade, direitos, sentimentos etc.

Se computadores tiverem isso, então precisaremos falar sobre dignidade e direitos das máquinas.
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A analogia minha é software ⬌ alma.
Calculadora sente?
:think:

Por isso questiono o que se entende por. No exemplo dos FMSs/FCUs tem dezenas de sensores que "sentem" temperatura; pressão (estática + dinâmica); atitude do aparelho; posição absoluta sobre a crosta e relativa à rota desejada; aceleração; forças (sustentação) sobre cada 1 das asas; [...]

Sentem ou apenas reconhecem a informação? Perceba que são coisas diferentes.

É perfeitamente possível um andróide colocar a mão no fogo e calcular o input da temperatura,

e, processando-o, responder tirando sua mão após calcular o dano. Tudo isso sem sentir nada.

Sentir não é sinônimo de responder, mas de ter uma experiência subjetiva direta em 1ª pessoa.
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Postulado metafísico teu...

Uai, Gorducho.

Calculadora sente?

Calculadora não sente. A comparação não se aplica.

Não estamos falando de calculadoras assim como não estamos falando de seres vivos primitivos.

A questão aqui, ainda não respondida pelo seus longos textos, é:

"O que impede que algum dia seja construída uma inteligência artificial indistinguível de uma inteligência humana?"

Ou ainda:

"O que diferencia essa inteligência artificial de uma inteligência humana (exceto pelos materiais usados)?"
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Data da postagem: 21/07/2021, 08:00
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Que as outras pessoas possuam consciência é o mínimo do bom senso.

Que também possuem um mundo interior, é a pré-condição de falarmos em coisas como:

dilemas morais, valores, sonhos, respeito, subjetividade, dignidade, direitos, sentimentos etc.

Se computadores tiverem isso, então precisaremos falar sobre dignidade e direitos das máquinas.

Sim. Se chegarmos a este ponto, teremos que discutir questões éticas.

O mesmo acontecerá se um dia vacas, porcos, peixes e outros animais que nos servem de alimento manifestarem inteligência. E nem precisa ser equivalente à de um adulto.

Aliás, o assunto já foi debatido num episódio de Star Trek NG em que cientistas da Federação queriam desmontar o androide Data para ver como funcionava e o capitão Picard provou que ele não se diferenciava de um ser humano para fins de direitos e dignidade.

O alienígena não consegue ler a mente do android (característica nata de um betazoid) e eis que Data define “Talvez não haja nada para se ler. Nada além de mecanismos e respostas algorítmicas”, afirmação a que Tam rebate com a seguinte resposta “Talvez você só seja diferente. Não é um pecado, você sabe. Embora possa ter ouvido outra coisa”. A conclusão dessa história toda já tinha vindo, na minha opinião, no nono episódio da segunda temporada “The Measure of a Man” (“O valor de um homem” no Brasil) episódio em que a federação deseja desmontar e duplicar o Senhor Data como se fosse uma simples máquina. Ao longo do episódio vemos o capitão Picard defendê-lo em um longo julgamento provando à todos que o android era mais do que isso, não era um simples humano, não era uma simples máquina era uma “nova forma de vida”.

https://superninguem.com.br/2020/11/18/o-vale-nerd-o-genero-da-ficcao-parte-3/

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Data da postagem: 21/07/2021, 08:06
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Fernando_Silva
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crisoSentem ou apenas reconhecem a informação? Perceba que são coisas diferentes.

É perfeitamente possível um andróide colocar a mão no fogo e calcular o input da temperatura,

e, processando-o, responder tirando sua mão após calcular o dano. Tudo isso sem sentir nada.

Sentir não é sinônimo de responder, mas de ter uma experiência subjetiva direta em 1ª pessoa.

Você continua fugindo da verdadeira questão:

O que impede que uma inteligência artificial tenha uma "experiência subjetiva direta em 1ª pessoa" ?
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crisoSentir não é sinônimo de responder, mas de ter uma experiência subjetiva direta em 1ª pessoa.
Não percamos de vista que software é só 1 analogia minha e, claro, computadores acoplados a sensores + banco de dados e eventualmente o respectivo software com AI, não são seres vivos, não se reproduzem. Isto sublinhado volta a questão:

¿que é ter experiências subjetivas diretas em 1ª pessoa?

:think:

Nós não tamos lá dentro deles; nem as tuas experiências eu posso tê-las. Claro, posso imaginar por ambos sermos humanos. Mas em relação a, say, 1 mosca :?:

O fulcral cá é: nada evidencia que pra "sentir", "experienciar", seja necessário haver alguma coisa "fora" do sistema.
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Data da postagem: 21/07/2021, 08:40
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"experiências subjetivas diretas em 1ª pessoa" - isso não é pleonasmo não?

Como ter experiências subjetivas diretas em uma pessoa que não a 1a ??

Sr Gorducho, onde desenhar a fronteira do sistema, dividindo o que está "dentro" e o que está "fora"?

Eu -> dentro / não-eu -> fora ?

(entendendo por "Eu" o indivíuo em geral (abstrato) e não enquanto esta ou aquela pessoa em particular)

E estes corpos, de átomos grosseiros, que fornicam sem parar em suas reações químicas, (em outras palavras, a matéria), estão dentro ou fora da fronteira?
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Data da postagem: 29/07/2021, 19:47
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Sr. fenrir
"experiências subjetivas diretas em 1ª pessoa" - isso não é pleonasmo não?

Como ter experiências subjetivas diretas em uma pessoa que não a 1a ??
Claro: figura retórica minha. Como não tamos dentro da mente de outros seres vivos, ¿como vamos “saber” o que e como eles “experienciam” os fatos das vidas deles?

Em relação a nós humanos podemos inferir por analogia, mas relativamente às outras espécies fica difícil. Podemos deduzir que o tipo de experienciação depende da complexidade do arcabouço mental respectivo, certo :?:

Mas ¿como vamos medir e carimbar a complexidade mínima a partir da qual “exista” “consciência”?
Sr Gorducho, onde desenhar a fronteira do sistema, dividindo o que está "dentro" e o que está "fora"?

Eu -> dentro / não-eu -> fora ?

(entendendo por "Eu" o indivíuo em geral (abstrato) e não enquanto esta ou aquela pessoa em particular)
No contexto me referia a teorias que associam “consciência” a campos eletromagnéticos. Es decir: a função/atributo “consciência” seria proporcionada via campos eletromagnéticos.

Ok, SÓ QUE a questão subjacente é a possibilidade dessa “persistir” “fora” e independentemente do ser que a utiliza. É esta particularidade que digo não se ter evidências pra supor provada.

Então poderia se definir o “dentro” por analogia com, say, o “campo próximo” (“zona de Fresnel”) do eletromagnetismo. Onde há interação entre a energia armazenada no campo e a antena; energia não radiada. Se o ser morrer, para essa interação.

“Fora” seria o campo irradiado, onde não + há interação e os respectivos fótons seguem indo… O ser morrendo eles seguem suas jornadas, mas não propiciam free floating “consciences”. São só fótons isolados andando espaço afora até interagirem com algum objeto quântico.
E estes corpos, de átomos grosseiros, que fornicam sem parar em suas reações químicas, (em outras palavras, a matéria), estão dentro ou fora da fronteira?
Poderíamos definir fronteira como ½ do raio atômico médio do material da superfície externa do ser (epiderme, &c.).

> ½ RAM = fora do ser :|
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Data da postagem: 30/07/2021, 09:59
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fenrir
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Gorducho
Sr. fenrir
"experiências subjetivas diretas em 1ª pessoa" - isso não é pleonasmo não?

Como ter experiências subjetivas diretas em uma pessoa que não a 1a ??
Claro: figura retórica minha. Como não tamos dentro da mente de outros seres vivos, ¿como vamos “saber” o que e como eles “experienciam” os fatos das vidas deles?

Em relação a nós humanos podemos inferir por analogia, mas relativamente às outras espécies fica difícil. Podemos deduzir que o tipo de experienciação depende da complexidade do arcabouço mental respectivo, certo :?:

Mas ¿como vamos medir e carimbar a complexidade mínima a partir da qual “exista” “consciência”?
Sr Gorducho, onde desenhar a fronteira do sistema, dividindo o que está "dentro" e o que está "fora"?

Eu -> dentro / não-eu -> fora ?

(entendendo por "Eu" o indivíuo em geral (abstrato) e não enquanto esta ou aquela pessoa em particular)
No contexto me referia a teorias que associam “consciência” a campos eletromagnéticos. Es decir: a função/atributo “consciência” seria proporcionada via campos eletromagnéticos.

Ok, SÓ QUE a questão subjacente é a possibilidade dessa “persistir” “fora” e independentemente do ser que a utiliza. É esta particularidade que digo não se ter evidências pra supor provada.

Então poderia se definir o “dentro” por analogia com, say, o “campo próximo” (“zona de Fresnel”) do eletromagnetismo. Onde há interação entre a energia armazenada no campo e a antena; energia não radiada. Se o ser morrer, para essa interação.

“Fora” seria o campo irradiado, onde não + há interação e os respectivos fótons seguem indo… O ser morrendo eles seguem suas jornadas, mas não propiciam free floating “consciences”. São só fótons isolados andando espaço afora até interagirem com algum objeto quântico.
E estes corpos, de átomos grosseiros, que fornicam sem parar em suas reações químicas, (em outras palavras, a matéria), estão dentro ou fora da fronteira?
Poderíamos definir fronteira como ½ do raio atômico médio do material da superfície externa do ser (epiderme, &c.).

> ½ RAM = fora do ser :|


Para mim, leigo que sou, consciencia seria algo como ter consciencia da existencia de outros individuos como distintos de mim e de mim como distinto deles.

Há algumas experiencia visando checar se alguns animais tem essa capacidade. Sei que primatas superiores tem. Provavelmente alguns cetáceos e corvos tambem.

(como seria no caso de uma inteligencia fosse coletiva, como um enxame de abelhas?

seria assim: ter consciencia da existencia de outros individuos/coletividades como distintos do enxame e do enxame como distinto deles).

Ou talvez esse seja só o nível mais refinado (que eu conheço? que conhecemos?) de consciencia.

Por sua definição, qualquer parte em qualquer cavidade interna do organismo que estivesse a mais de 1/2 RAM da superfície mais próxima, estaria fora do ser.

Poderia eu dizer que, num certo sentido, aquilo que o ser tem em mente ou percebe num dado momento, estaria como se fosse parte dele?

Acho que essa fronteira é meio nebulosa
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Data da postagem: 19/08/2021, 10:39