
Clube Ceticismo
Materialismo
Autor: criso | Categoria: Origens e Evolução | Exibições: 39522 Comentários: 25

Não faz diferença saber se um computador sente ou não porque ele vai continuar sendo um computador, isto é, desempenhando as funções de um computador.
A ilusão da certeza que temos a partir do "cogito, ergo sum" só vale para nós mesmos e é intransferível sem o uso da credibilidade no outro exterior a nós.
A própria percepção da realidade é uma ilusão. A realidade na nossa mente é somente memória do passado e memórias podem ser manipuladas por critérios de reprodução e sobrevivência.
A ilusão da certeza que temos a partir do "cogito, ergo sum" só vale para nós mesmos e é intransferível sem o uso da credibilidade no outro exterior a nós.
A própria percepção da realidade é uma ilusão. A realidade na nossa mente é somente memória do passado e memórias podem ser manipuladas por critérios de reprodução e sobrevivência.
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Data da postagem: 20/07/2021, 15:02

Gigaview
Não faz diferença saber se um computador sente ou não porque ele vai continuar sendo um computador, isto é, desempenhando as funções de um computador.
A ilusão da certeza que temos a partir do "cogito, ergo sum" só vale para nós mesmos e é intransferível sem o uso da credibilidade no outro exterior a nós.
A própria percepção da realidade é uma ilusão. A realidade na nossa mente é somente memória do passado e memórias podem ser manipuladas por critérios de reprodução e sobrevivência.
Aí, Gigaview, sinceramente,
uma dose de ceticismo é racional,
mas o seu foi tão longe que deu uma volta,
entrou em loop e caiu em solipsismo e irracionalismo.
Que as outras pessoas possuam consciência é o mínimo do bom senso.
Que também possuem um mundo interior, é a pré-condição de falarmos em coisas como:
dilemas morais, valores, sonhos, respeito, subjetividade, dignidade, direitos, sentimentos etc.
Se computadores tiverem isso, então precisaremos falar sobre dignidade e direitos das máquinas.
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Data da postagem: 21/07/2021, 01:03

Gorducho
A analogia minha é software ⬌ alma.Calculadora sente?:think:
Por isso questiono o que se entende por. No exemplo dos FMSs/FCUs tem dezenas de sensores que "sentem" temperatura; pressão (estática + dinâmica); atitude do aparelho; posição absoluta sobre a crosta e relativa à rota desejada; aceleração; forças (sustentação) sobre cada 1 das asas; [...]
Sentem ou apenas reconhecem a informação? Perceba que são coisas diferentes.
É perfeitamente possível um andróide colocar a mão no fogo e calcular o input da temperatura,
e, processando-o, responder tirando sua mão após calcular o dano. Tudo isso sem sentir nada.
Sentir não é sinônimo de responder, mas de ter uma experiência subjetiva direta em 1ª pessoa.
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Data da postagem: 21/07/2021, 01:06

crisoGorducho
Postulado metafísico teu...
Uai, Gorducho.
Calculadora sente?
Calculadora não sente. A comparação não se aplica.
Não estamos falando de calculadoras assim como não estamos falando de seres vivos primitivos.
A questão aqui, ainda não respondida pelo seus longos textos, é:
"O que impede que algum dia seja construída uma inteligência artificial indistinguível de uma inteligência humana?"
Ou ainda:
"O que diferencia essa inteligência artificial de uma inteligência humana (exceto pelos materiais usados)?"
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Data da postagem: 21/07/2021, 08:00

criso
Que as outras pessoas possuam consciência é o mínimo do bom senso.
Que também possuem um mundo interior, é a pré-condição de falarmos em coisas como:
dilemas morais, valores, sonhos, respeito, subjetividade, dignidade, direitos, sentimentos etc.
Se computadores tiverem isso, então precisaremos falar sobre dignidade e direitos das máquinas.
Sim. Se chegarmos a este ponto, teremos que discutir questões éticas.
O mesmo acontecerá se um dia vacas, porcos, peixes e outros animais que nos servem de alimento manifestarem inteligência. E nem precisa ser equivalente à de um adulto.
Aliás, o assunto já foi debatido num episódio de Star Trek NG em que cientistas da Federação queriam desmontar o androide Data para ver como funcionava e o capitão Picard provou que ele não se diferenciava de um ser humano para fins de direitos e dignidade.
O alienígena não consegue ler a mente do android (característica nata de um betazoid) e eis que Data define “Talvez não haja nada para se ler. Nada além de mecanismos e respostas algorítmicas”, afirmação a que Tam rebate com a seguinte resposta “Talvez você só seja diferente. Não é um pecado, você sabe. Embora possa ter ouvido outra coisa”. A conclusão dessa história toda já tinha vindo, na minha opinião, no nono episódio da segunda temporada “The Measure of a Man” (“O valor de um homem” no Brasil) episódio em que a federação deseja desmontar e duplicar o Senhor Data como se fosse uma simples máquina. Ao longo do episódio vemos o capitão Picard defendê-lo em um longo julgamento provando à todos que o android era mais do que isso, não era um simples humano, não era uma simples máquina era uma “nova forma de vida”.
https://superninguem.com.br/2020/11/18/o-vale-nerd-o-genero-da-ficcao-parte-3/
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Data da postagem: 21/07/2021, 08:06

crisoSentem ou apenas reconhecem a informação? Perceba que são coisas diferentes.
É perfeitamente possível um andróide colocar a mão no fogo e calcular o input da temperatura,
e, processando-o, responder tirando sua mão após calcular o dano. Tudo isso sem sentir nada.
Sentir não é sinônimo de responder, mas de ter uma experiência subjetiva direta em 1ª pessoa.
Você continua fugindo da verdadeira questão:
O que impede que uma inteligência artificial tenha uma "experiência subjetiva direta em 1ª pessoa" ?
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Data da postagem: 21/07/2021, 08:23

crisoSentir não é sinônimo de responder, mas de ter uma experiência subjetiva direta em 1ª pessoa.Não percamos de vista que software é só 1 analogia minha e, claro, computadores acoplados a sensores + banco de dados e eventualmente o respectivo software com AI, não são seres vivos, não se reproduzem. Isto sublinhado volta a questão:
¿que é ter experiências subjetivas diretas em 1ª pessoa?
:think:
Nós não tamos lá dentro deles; nem as tuas experiências eu posso tê-las. Claro, posso imaginar por ambos sermos humanos. Mas em relação a, say, 1 mosca :?:
O fulcral cá é: nada evidencia que pra "sentir", "experienciar", seja necessário haver alguma coisa "fora" do sistema.
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Data da postagem: 21/07/2021, 08:40

"experiências subjetivas diretas em 1ª pessoa" - isso não é pleonasmo não?
Como ter experiências subjetivas diretas em uma pessoa que não a 1a ??
Sr Gorducho, onde desenhar a fronteira do sistema, dividindo o que está "dentro" e o que está "fora"?
Eu -> dentro / não-eu -> fora ?
(entendendo por "Eu" o indivíuo em geral (abstrato) e não enquanto esta ou aquela pessoa em particular)
E estes corpos, de átomos grosseiros, que fornicam sem parar em suas reações químicas, (em outras palavras, a matéria), estão dentro ou fora da fronteira?
Como ter experiências subjetivas diretas em uma pessoa que não a 1a ??
Sr Gorducho, onde desenhar a fronteira do sistema, dividindo o que está "dentro" e o que está "fora"?
Eu -> dentro / não-eu -> fora ?
(entendendo por "Eu" o indivíuo em geral (abstrato) e não enquanto esta ou aquela pessoa em particular)
E estes corpos, de átomos grosseiros, que fornicam sem parar em suas reações químicas, (em outras palavras, a matéria), estão dentro ou fora da fronteira?
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Data da postagem: 29/07/2021, 19:47

Sr. fenrirClaro: figura retórica minha. Como não tamos dentro da mente de outros seres vivos, ¿como vamos “saber” o que e como eles “experienciam” os fatos das vidas deles?
"experiências subjetivas diretas em 1ª pessoa" - isso não é pleonasmo não?
Como ter experiências subjetivas diretas em uma pessoa que não a 1a ??
Em relação a nós humanos podemos inferir por analogia, mas relativamente às outras espécies fica difícil. Podemos deduzir que o tipo de experienciação depende da complexidade do arcabouço mental respectivo, certo :?:
Mas ¿como vamos medir e carimbar a complexidade mínima a partir da qual “exista” “consciência”?
Sr Gorducho, onde desenhar a fronteira do sistema, dividindo o que está "dentro" e o que está "fora"?No contexto me referia a teorias que associam “consciência” a campos eletromagnéticos. Es decir: a função/atributo “consciência” seria proporcionada via campos eletromagnéticos.
Eu -> dentro / não-eu -> fora ?
(entendendo por "Eu" o indivíuo em geral (abstrato) e não enquanto esta ou aquela pessoa em particular)
Ok, SÓ QUE a questão subjacente é a possibilidade dessa “persistir” “fora” e independentemente do ser que a utiliza. É esta particularidade que digo não se ter evidências pra supor provada.
Então poderia se definir o “dentro” por analogia com, say, o “campo próximo” (“zona de Fresnel”) do eletromagnetismo. Onde há interação entre a energia armazenada no campo e a antena; energia não radiada. Se o ser morrer, para essa interação.
“Fora” seria o campo irradiado, onde não + há interação e os respectivos fótons seguem indo… O ser morrendo eles seguem suas jornadas, mas não propiciam free floating “consciences”. São só fótons isolados andando espaço afora até interagirem com algum objeto quântico.
E estes corpos, de átomos grosseiros, que fornicam sem parar em suas reações químicas, (em outras palavras, a matéria), estão dentro ou fora da fronteira?Poderíamos definir fronteira como ½ do raio atômico médio do material da superfície externa do ser (epiderme, &c.).
> ½ RAM = fora do ser :|
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Data da postagem: 30/07/2021, 09:59

GorduchoSr. fenrirClaro: figura retórica minha. Como não tamos dentro da mente de outros seres vivos, ¿como vamos “saber” o que e como eles “experienciam” os fatos das vidas deles?
"experiências subjetivas diretas em 1ª pessoa" - isso não é pleonasmo não?
Como ter experiências subjetivas diretas em uma pessoa que não a 1a ??
Em relação a nós humanos podemos inferir por analogia, mas relativamente às outras espécies fica difícil. Podemos deduzir que o tipo de experienciação depende da complexidade do arcabouço mental respectivo, certo :?:
Mas ¿como vamos medir e carimbar a complexidade mínima a partir da qual “exista” “consciência”?Sr Gorducho, onde desenhar a fronteira do sistema, dividindo o que está "dentro" e o que está "fora"?No contexto me referia a teorias que associam “consciência” a campos eletromagnéticos. Es decir: a função/atributo “consciência” seria proporcionada via campos eletromagnéticos.
Eu -> dentro / não-eu -> fora ?
(entendendo por "Eu" o indivíuo em geral (abstrato) e não enquanto esta ou aquela pessoa em particular)
Ok, SÓ QUE a questão subjacente é a possibilidade dessa “persistir” “fora” e independentemente do ser que a utiliza. É esta particularidade que digo não se ter evidências pra supor provada.
Então poderia se definir o “dentro” por analogia com, say, o “campo próximo” (“zona de Fresnel”) do eletromagnetismo. Onde há interação entre a energia armazenada no campo e a antena; energia não radiada. Se o ser morrer, para essa interação.
“Fora” seria o campo irradiado, onde não + há interação e os respectivos fótons seguem indo… O ser morrendo eles seguem suas jornadas, mas não propiciam free floating “consciences”. São só fótons isolados andando espaço afora até interagirem com algum objeto quântico.E estes corpos, de átomos grosseiros, que fornicam sem parar em suas reações químicas, (em outras palavras, a matéria), estão dentro ou fora da fronteira?Poderíamos definir fronteira como ½ do raio atômico médio do material da superfície externa do ser (epiderme, &c.).
> ½ RAM = fora do ser :|
Para mim, leigo que sou, consciencia seria algo como ter consciencia da existencia de outros individuos como distintos de mim e de mim como distinto deles.
Há algumas experiencia visando checar se alguns animais tem essa capacidade. Sei que primatas superiores tem. Provavelmente alguns cetáceos e corvos tambem.
(como seria no caso de uma inteligencia fosse coletiva, como um enxame de abelhas?
seria assim: ter consciencia da existencia de outros individuos/coletividades como distintos do enxame e do enxame como distinto deles).
Ou talvez esse seja só o nível mais refinado (que eu conheço? que conhecemos?) de consciencia.
Por sua definição, qualquer parte em qualquer cavidade interna do organismo que estivesse a mais de 1/2 RAM da superfície mais próxima, estaria fora do ser.
Poderia eu dizer que, num certo sentido, aquilo que o ser tem em mente ou percebe num dado momento, estaria como se fosse parte dele?
Acho que essa fronteira é meio nebulosa
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Data da postagem: 19/08/2021, 10:39