
Clube Ceticismo
Teoria da Evolução
Autor: Pasteur | Categoria: Origens e Evolução | Exibições: 769655 Comentários: 51

O ser humano é apenas uma espécie entre milhões.
E não é definitivo. Se não nos extinguirmos, nos tornaremos diferentes com o tempo. Nossos descendentes remotos nos verão como vemos o Pithecanthropus Erectus.

E não é definitivo. Se não nos extinguirmos, nos tornaremos diferentes com o tempo. Nossos descendentes remotos nos verão como vemos o Pithecanthropus Erectus.

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Data da postagem: 13/06/2025, 14:07

Fernando Silva
O ser humano é apenas uma espécie entre milhões.
E não é definitivo. Se não nos extinguirmos, nos tornaremos diferentes com o tempo. Nossos descendentes remotos nos verão como vemos o Pithecanthropus Erectus.
Esta sendo otimista.
Lembro-me do Sagan alertando para ameaça de extinção da humanidade, na época do auge da guerra fria, antes da dissolução da URSS.
Exploravam a ideia com filmes como o 'The day after', de 83. Viu esse?
Era criança na época. Não dormi direito no dia que vi o filme, tive pesadelos.
Nas rodinhas de conversas, haviam uns que diziam que o Brasil escaparia ileso de um conflito assim por ser de menor importancia e se manter à parte dele.
Já outros sustentavam a ideia que Americanos ou Soviéticos poderiam jogar bombas em cidades como São Paulo ou Rio só para impedir que um país como o Brasil tomasse as redeas num mundo fodido pela guerra. Por pura maldade, tipo, se nao domino eu então ninguem o fará.
Uns anos depois disso o perigo parecia ter passado.
Ai vieram as preocupações com clima, pandemias...
E algo que ninguem previu: que a estupidez humana seria coletada em toda a parte, amplificada e disseminada de forma rápida e eficiente nesses tempos de internet e redes sociais.
A não ser que mudemos de forma radical, não creio que nossas chances de durar muito sejam boas.
A se manter as tendencias recentes, não acho que duraria mais de 1 ou 2 séculos.
E ai seria um indicio de que talvez uma daquelas explicações para o paradox de Fermi estejam corretas, a do grande filtro.
Se não se extinguir de todo, os 9-10 bilhões vão virar 9-10 mil e esses pobre-diabos terão um árduo e longo recomeço pela frente.
E ai, uns milenios depois, poderão voltar a fazer as mesmas merdas que seus antepassados fizeram.
Um cântico para Leibowitz (A Canticle for Leibowitz), um romance pós-apocalíptico do escritor americano Walter M. Miller, Jr. explora essa ideia.
Deviam fazer uma série desse livro.
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Data da postagem: 13/06/2025, 15:40

fenrir
Lembro-me do Sagan alertando para ameaça de extinção da humanidade, na época do auge da guerra fria, antes da dissolução da URSS.
Exploravam a ideia com filmes como o 'The day after', de 83. Viu esse?
Era criança na época. Não dormi direito no dia que vi o filme, tive pesadelos.
Vi. A conclusão que eu tirei, na época, foi "Não há esperança".
Ao longo do filme, a coisa só ia piorando, os sobreviventes ficando doentes com a radiação.
Lembro da cena da igreja, no domingo seguinte, com o padre ou pastor e as pessoas meio que estado de choque entre as ruínas, fazendo as coisas como robôs. E a menina começa a sangrar (menstruação) e ninguém liga.
fenrir
Se não se extinguir de todo, os 9-10 bilhões vão virar 9-10 mil e esses pobre-diabos terão um árduo e longo recomeço pela frente.
E ai, uns milenios depois, poderão voltar a fazer as mesmas merdas que seus antepassados fizeram.
Um cântico para Leibowitz (A Canticle for Leibowitz), um romance pós-apocalíptico do escritor americano Walter M. Miller, Jr. explora essa ideia.
Deviam fazer uma série desse livro.
Eu imagino algo como Mad Max, só que com radiação mortal.
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Data da postagem: 14/06/2025, 09:48

A euglena é um ser vivo composto de uma única célula.No entanto, tem um ponto sensível à luz que lhe permite se mover em direção a ela e fazer fotossíntese.
Não é como o olho humano e sim apenas uma mancha na superfície, mas é o suficiente para assegurar a sobrevivência da espécie.
Para ser funcional e útil não precisa ser "complexo" nem "irredutível" como alegam os criacionistas.

Não é como o olho humano e sim apenas uma mancha na superfície, mas é o suficiente para assegurar a sobrevivência da espécie.
Para ser funcional e útil não precisa ser "complexo" nem "irredutível" como alegam os criacionistas.

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Data da postagem: 31/07/2025, 09:54

Os gregos já falavam em evolução. Postado por "Entenda mais ciência" no Facebook.
A ORIGEM E CONSOLIDAÇÃO DA IDEIA DE EVOLUÇÃO
A evolução é um fato, mas a compreensão de como os seres vivos se transformam ao longo do tempo levou séculos para se consolidar cientificamente. O primeiro registro histórico dessa noção é atribuído a Anaximandro de Mileto (610–546 a.C.), que sugeriu que a vida teria surgido da água e que os primeiros humanos se originaram de animais semelhantes a peixes. Mais tarde, os filósofos Empédocles (c. 495–c. 435 a.C.) e Lucrécio (c. 99–55 a.C.) também especularam sobre transformações dos seres vivos. Em contraste, Aristóteles (384–322 a.C.) defendia a visão de espécies fixas e imutáveis, visão que predominou por muitos séculos.
No século XVIII, naturalistas europeus deram novos passos. Georges-Louis Leclerc, conde de Buffon (1707–1788) sugeriu que o clima, o ambiente e a alimentação poderiam modificar os seres vivos. Já Erasmus Darwin (1731–1802), avô de Charles Darwin, algumas décadas depois, retomou e ampliou a noção, propondo que todas as espécies descendiam de formas simples, transformando-se gradualmente pela adaptação ao ambiente.
Pouco depois, no início do século XIX, Jean-Baptiste Lamarck (1744–1829) elaborou a primeira teoria abrangente da evolução, defendendo a lei do uso e desuso — órgãos usados se fortalecem e os pouco usados se reduzem — e a herança dos caracteres adquiridos, ou seja, mudanças ocorridas durante a vida seriam transmitidas aos descendentes.
Paralelamente, Charles Lyell (1797–1875) e Thomas Malthus (1766–1834) forneceram informações sobre mudanças graduais da Terra e competição por recursos, contribuindo para os insights que ajudariam a explicar a evolução por seleção natural.
No século XIX, a teoria evolutiva ganhou forma científica definitiva. Charles Darwin (1809–1882), apoiado em uma extensa base de evidências — fósseis, anatomia comparada, biogeografia e seleção artificial —, propôs a seleção natural como mecanismo central: indivíduos com características vantajosas vivem mais e deixam mais descendentes, transmitindo essas características à descendência. De maneira independente, Alfred Russel Wallace (1744-1829) chegou a conclusões semelhantes a partir de observações da fauna tropical. Juntos, Darwin e Wallace demonstraram que a evolução ocorre por processos naturais, sem necessidade de força interna ou propósito pré-determinado.
A consolidação moderna da evolução só se completou com o conhecimento da genética, que explicou como surgem as variações, como são transmitidas e como a seleção natural atua sobre elas. Hoje, a síntese da Teoria da Evolução com a Genética Moderna constitui a base da biologia contemporânea.
BIBLIOGRAFIA:
Bowler, P. J. (2003). Evolution: The History of an Idea. Berkeley: University of California Press.
Darwin, C. (1859). On the Origin of Species. London: John Murray.
Desmond, A., & Moore, J. (1991). Darwin. London: Michael Joseph.
Mayr, E. (1982). The Growth of Biological Thought. Cambridge: Harvard University Press.
Wallace, A. R. (1858). On the Tendency of Varieties to Depart Indefinitely From the Original Type. Proceedings of the Linnean Society.
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Data da postagem: 26/08/2025, 14:45

Eu programei a Teoria da Evolução!
O vídeo é praticamente uma simulação passo a passo explicada da Teoria da Evolução.
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Data da postagem: 16/09/2025, 22:54


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Data da postagem: 18/11/2025, 15:40

Recomendo o livro "The Greatest Show on Earth - The Evidence for Evolution" por Richard Dawkins


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Data da postagem: 24/04/2026, 15:19

O olho com câmara ótica, lente e retina, como os dos vertebrados, surgiu várias vezes de forma independente.

[quote]1. Olho dos Vertebrados (~500 milhões de anos)
Exemplo: Peixes, humanos, pássaros.Característica única: Os fotorreceptores ficam voltados para longe da luz, o que cria um ponto cego onde o nervo óptico atravessa a retina.
2. Olho dos Cefalópodes (~750 milhões de anos de separação)
Exemplo: Pulpos e lulas.Diferença crucial: Possuem "orientação correta", com os fotorreceptores voltados para a luz. Por isso, não possuem ponto cego.
3. Olho da Vespa-do-Mar (Box Jellyfish)
Exemplo: Águas-vivas da classe Cubozoa.Curiosidade: É um olho complexo em um animal sem cérebro. O mecanismo de processamento das imagens ainda é, em grande parte, desconhecido.
4. Olho do Verme Marinho (Alciopídeo)
Exemplo: Vermes poliquetas de águas profundas.Contexto: Representa a quarta origem independente documentada de um olho com lente e retina altamente desenvolvidos.
A "Resposta" da Física: O texto conclui que a física da visão é tão específica que a evolução acaba "encontrando" a mesma solução técnica repetidamente. Como diz a legenda: "Algumas soluções são tão boas que a evolução as encontra várias vezes."

"Evolution’s Witness: How Eyes Evolved" - Ivan R. Schwab

[quote]1. Olho dos Vertebrados (~500 milhões de anos)
Exemplo: Peixes, humanos, pássaros.Característica única: Os fotorreceptores ficam voltados para longe da luz, o que cria um ponto cego onde o nervo óptico atravessa a retina.
2. Olho dos Cefalópodes (~750 milhões de anos de separação)
Exemplo: Pulpos e lulas.Diferença crucial: Possuem "orientação correta", com os fotorreceptores voltados para a luz. Por isso, não possuem ponto cego.
3. Olho da Vespa-do-Mar (Box Jellyfish)
Exemplo: Águas-vivas da classe Cubozoa.Curiosidade: É um olho complexo em um animal sem cérebro. O mecanismo de processamento das imagens ainda é, em grande parte, desconhecido.
4. Olho do Verme Marinho (Alciopídeo)
Exemplo: Vermes poliquetas de águas profundas.Contexto: Representa a quarta origem independente documentada de um olho com lente e retina altamente desenvolvidos.
A "Resposta" da Física: O texto conclui que a física da visão é tão específica que a evolução acaba "encontrando" a mesma solução técnica repetidamente. Como diz a legenda: "Algumas soluções são tão boas que a evolução as encontra várias vezes."

"Evolution’s Witness: How Eyes Evolved" - Ivan R. Schwab
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Data da postagem: 10/05/2026, 09:51

O que torna a evolução falseável? Para ser científica, uma teoria deve ser testável e capaz de ser provada errada.
A Teoria da Evolução é falseável porque há várias situações que mostrariam que ela não funciona. Acontece que, até agora, nenhuma delas aconteceu.
Registro Fóssil: Seria falso se encontrássemos apenas organismos complexos sem formas intermediárias (transicionais).
Anatomia Comparada: Seria falso se não houvesse padrões consistentes de estruturas compartilhadas (homologias) entre espécies.
Embriologia: Seria falso se embriões de diferentes espécies não apresentassem semelhanças no início do desenvolvimento.
Evidência Molecular: Seria falso se o código genético fosse completamente diferente para cada forma de vida.
Biogeografia: Seria falso se a distribuição das espécies não fizesse sentido em relação à história geológica da Terra.
Evolução Observada: Seria falso se nunca víssemos populações mudando em resposta ao ambiente (como resistência a antibióticos).
Árvores Filogenéticas: Seria falso se dados genéticos e fósseis gerassem árvores evolutivas totalmente conflitantes.
Estruturas Vestigiais: Seria falso se não existissem restos de características ancestrais sem função (como o apêndice).
Eventos de Especiação: Seria falso se a formação de novas espécies nunca fosse observada na natureza ou em laboratório.
Datação Radiométrica: Seria falso se os métodos de datação mostrassem que a Terra é jovem demais para a evolução ter ocorrido.
Fonte: Facebook
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Data da postagem: 17/06/2026, 08:31