Clube Ceticismo
Teria sido melhor se os europeus não tivessem colonizado...
Autor: nuker | Categoria: História, Sociedade, Comportamento e Filosofia | Exibições: 86632 Comentários: 177
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A China não se importa com a estrutura administrativa do país. Mas o modelo Ocidental adora regime com estrutura de "democracia" Ocidental, porque pode controlar parte do país por meio do dinheiro. (...)


A China se importa tão pouco com a estrutura administrativa em país estrangeiro que faz exercícios militares de cerco a Taiwan para se preparar para tomar a ilha à força num futuro não distante.

Controlar país por meio de dinheiro é coisa que a China já faz internamente. Xi Jinping é bilionário e nenhum observador externo tem ideia precisa de quão rico ele seja. Idem para certos aliados seus do Partido Comunista da China.

@elvisalves7043

China e Rússia não tem histórico de colonização e exploração no continente africano,


A Rússia não tem histórico de exploração no continente africano. O Grupo Wagner e o russo Africa Corps que o digam:



A Rússia putinista faz filantropia na África ao sustentar ditadores africanos pró-Rússia. E a Rússia não tem histórico de exploração e colonização no exterior. O Pacto de Varsóvia e o expansionismo territorial da União Soviética que o digam.
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Controlar país por meio de dinheiro é coisa que a China já faz internamente. Xi Jinping é bilionário e nenhum observador externo tem ideia precisa de quão rico ele seja. Idem para certos aliados seus do Partido Comunista da China.


Fiquei na dúvida: Observador externo não tem idéia de quanto ele é rico, mas como se tem ALGUMA idéia de que seria na casa dos bilhões?

Huxley
A China se importa tão pouco com a estrutura administrativa em país estrangeiro que faz exercícios militares de cerco a Taiwan para se preparar para tomar a ilha à força num futuro não distante.


Já postei em outros lugares do fórum, mas Taiwan ainda é China desde muito tempo.

Taiwan, tecnicamente, ainda é China. Na história de Taiwan consta que teria sido anexada pela China continental em 1683. A separação de Taiwan e China continental é mais político-econômico-ideológica do que étnica e/ou cultural; mesmo considerando que tivesse povos nativos antes do chineses se estabeleceram de vez e incorporarem nativos. Assim como, por analogia, é com Coréia do Norte e da Sul (que são um mesmo povo).

Se não fosse China continental e Taiwan terem regimes ideológicos diferentes teria essa discussão?

E é bom (re)lembrar, como já mencionei noutro tópico, sempre, qual foi o país que, convenientemente, abandonou Taiwan pra fazer aliança com China continental comunista (ou teoricamente comunista) devido ao "Conflito fronteiriço sino-soviético" e "Ruptura sino-soviética": EUA.

Huxley
A Rússia não tem histórico de exploração no continente africano. O Grupo Wagner e o russo Africa Corps que o digam:


Assim como a França teve histórico recente de exploração do Mali na África de país que, teoricamente, seria independentemente politicamente.

Tropas francesas deixam o Mali sob acusações de neocolonialismo

Retirada foi ordenada pelo presidente da França, Emmanuel Macron, e põe fim a quase uma década de intervenção militar francesa no país africano.

https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/08/15/tropas-francesas-deixam-o-mali-sob-acusacoes-de-neocolonialismo.ghtml


Apesar de início essa intervenção / estadia francesa no Mali ter sido a pedido do governo (não da população em si) pra combater rebeldes islâmicos, há críticos que insinuaram que França entrou por interesses políticos ou econômicos (negada pelo governo francês):


Operação Serval

https://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Serval

A intervenção militar no Mali, denominada Operação Serval (em francês: Opération Serval, uma referência ao felino africano), foi uma operação militar realizada no norte do Mali, no início de 2013, pelas Forças Armadas Francesas, com apoio logístico das Forças Armadas dos Estados Unidos e de outros países europeus. A intervenção estrangeira ocorreu a pedido da junta militar que governa o Mali desde o golpe de 2012[27] e contou com o apoio de vários países africanos e ocidentais,[28][29][30] tendo sido autorizada pelas Nações Unidas.[31] O objetivo declarado da intervenção é deter o avanço de tuaregues e rebeldes islâmicos do Azauade, supostamente ligados à Al Qaeda, os quais[32] governam de facto o norte do país desde 2012, podendo eventualmente chegar à capital, Bamako.

(...)

Embora explicitamente o então presidente francês, François Hollande, justifica a participação francesa por razões de paz e rejeita a existência de interesses políticos ou econômicos com estas palavras:


A França é um país livre, tem valores" [...] "Nós não estamos defendendo nenhum interesse político ou econômico no Mali, apenas defendemos a paz


Estudiosos como G. Labarthe, fundador da agência de notícias suíça DATAS e especialista em África, assegura que parece claro que a França e os outros países envolvidos no Mali também estão se movendo no interesse de garantir as jazidas minerais da região,[78] como aconteceu na Líbia há dois anos. Durante os meses antes da intervenção Le Monde publicou diversos artigos sobre a importância das jazidas de urânio e questionou uma possível intervenção militar.[79]

A organização Global Research também mostra que em torno de Faléa na região de Kayes, no sul do país, há importantes jazidas de urânio cujo acesso poderia ser potencialmente importante para a indústria nuclear francesa. Na mesma região, a corporação canadense Rockgate leva anos fazendo prospecção. Existem também jazidas de urânio importantes na região de Gao. Além disso, a AQMI (Al Qaeda no Magreb Islâmico) manteve a 7 reféns franceses e os islâmicos ameaçam segurança para toda a região do Sahel, que abriga milhares de cidadãos franceses, cujo lider foi dado como morto, mas a informação ainda não foi confirmada.



E também tem algo que já postei antes sobre a França acusar intereferência do Azerbaijão em Nova Caledônia, como algo relacionado a algum favorecimento da Armênia pela França no conflito Nagorno-Karabach contra o Azerbaijão:

Por que razão estão o Azerbaijão e França de costas voltadas?

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Nova Zelândia. Deputados dançam Haka no parlamento em protesto


Esta quinta-feira, no parlamento da Nova Zelândia, em protesto contra a alteração de direitos indígenas, a deputada Hana-Rawhiti Maipi-Clarke, do partido Te Pāti Māori, lançou grito Maori, rasgou uma cópia do projeto-lei em discussão de alto a baixo, saiu do lugar em dança ritual e foi seguida por vários colegas e assistência das galerias.




@hugomota3696

há 19 horas

Aqui está o exemplo de uma minoria que foi ganhando mais direitos que a maioria, e agora que o conceito de igualdade lhes deixou de ser conveniente, querem manter a desigualdade.


@duartehenriques9083

há 12 horas

Este comentário é totalmente desprovido de realidade:

Em 1840, foi assinado o Tratado de Waitangi entre a Coroa britânica e os Māori, garantindo aos indígenas várias proteções e estabelecendo um governo em colaboração com os Māori. É um assunto complicado porque está relacionado com compensações visto que o tratado foi várias vezes violado pelo governo e porque a população minoritária hoje ainda está em situação desfavorecida comparativamente com o resto da população.

Recentemente, o partido político Act apresentou o Treaty Principles Bill, que procura reinterpretar o tratado. Este projeto é controverso porque:

- Permite que a Coroa altere o tratado sem o consentimento dos Māori (algo que vai contra o tratado que foi assinado)

- Alega "igualdade para todos", mas elimina proteções prometidas aos Māori (algo que vai contra o tratado que foi assinado)

- Ignora que os Māori nunca cederam soberania, algo essencial para resolver problemas históricos e atuais.

(...)




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Fiquei na dúvida: Observador externo não tem idéia de quanto ele é rico, mas como se tem ALGUMA idéia de que seria na casa dos bilhões?


É quase certeza que pelo menos 1 bilhão de dólares ao seu dispor ele tenha. Sua família extensa possui um número generoso de ações em uma empresa chinesa que é pública. A avaliação dessa empresa está na casa dos bilhões.

Já postei em outros lugares do fórum, mas Taiwan ainda é China desde muito tempo.

Taiwan, tecnicamente, ainda é China. Na história de Taiwan consta que teria sido anexada pela China continental em 1683. A separação de Taiwan e China continental é mais político-econômico-ideológica do que étnica e/ou cultural; mesmo considerando que tivesse povos nativos antes do chineses se estabeleceram de vez e incorporarem nativos. Assim como, por analogia, é com Coréia do Norte e da Sul (que são um mesmo povo).

Se não fosse China continental e Taiwan terem regimes ideológicos diferentes teria essa discussão?


Taiwan não é China. Dizer o contrário é bullshit de quem não sabe distinguir Estado como nação no sentido étnico e o Estado como entidade administrativa. E de quem não leva em conta a identidade assumida pela maioria dos taiwaneses:

Nassim Nicholas Taleb

19 Abr

12 min de leitura

Um choque de dois sistemas

(…)

Nacionalismo ofensivo vs. defensivo

Esse conflito mostra uma confusão prejudicial, entre os russos e seus partidários, entre o Estado como nação no sentido étnico e o Estado como entidade administrativa.

Um Estado que queira basear sua legitimidade na unidade cultural deve ser pequeno; está condenado a enfrentar a hostilidade dos outros. Um cidadão suíço francófono, embora culturalmente ligado à sua língua, não aspira a pertencer à França, e a França não tenta invadir a Suíça francófona sob esse pretexto. Além disso, as identidades nacionais podem mudar rapidamente: os belgas francófonos têm uma identidade diferente dos franceses. A própria França passou por uma operação de colonialismo interno para destruir as culturas provençal, languedoc, picarda, saboiana, bretã e outras e erradicar suas línguas sob uma identidade centralizada. A nacionalidade nunca é definida e nunca fixada; administração é.

(…) E mesmo que, espiritualmente, a Ucrânia fizesse parte da Rússia, isso não significaria que os ucranianos não teriam o direito de ingressar no sistema ocidental. Eles podem ser emocionalmente eslavos, mas administrativamente organizados em um sistema ocidental e protegidos militarmente por meio de uma aliança entre ocidentais – que inclui até, lembro, a Turquia. Putin não consegue entender isso, nem alguns especialistas em relações internacionais que às vezes são chamados de “realistas” – estou pensando, por exemplo, em John Mearsheimer.

(…)


Fonte: https://clubeceticismo.com.br/viewtopic.php?p=24455#p24455

Sobre a auto-identidade dos taiwaneses:

https://clubeceticismo.com.br/viewtopic.php?p=29865#p29865
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Taiwan não é China. Dizer o contrário é bullshit de quem não sabe distinguir Estado como nação no sentido étnico e o Estado como entidade administrativa e de quem não leva em conta a identidade assumida pela maioria dos taiwaneses:


Então, nunca deveriam ter se denominado como "República da China", como sendo o legítimo governo da China:


https://pt.wikipedia.org/wiki/Taiwan

Até 1949, foi o governo chinês reconhecido internacionalmente e, como tal, foi um dos membros fundadores das Nações Unidas[6] e um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da organização, até ser substituído pela República Popular da China em 1971.

Fundada em 1912, a República da China abrangia grande parte da China continental e da Mongólia. No final da Segunda Guerra Mundial, com a rendição do Japão, o país anexou o grupo de ilhas de Formosa e Pescadores (Penghu) à sua jurisdição. Quando o Kuomintang (KMT), o Partido Nacionalista Chinês, perdeu a guerra civil para o Partido Comunista em 1949, o governo da RC foi transferido para Taipé e estabeleceu a cidade como sua capital temporária[7] (também chamada de "capital da guerra" por Chiang Kai-shek),[8] enquanto os comunistas fundaram a República Popular da China (RPC) na China continental. Formosa, ao lado das ilhas Pescadores, Kinmen, Matsu e outras menores, em seguida, tornou-se a extensão da autoridade da República da China. Apesar de sua competência abranger apenas esta área, durante o início da Guerra Fria a República da China ainda era reconhecida por muitos países ocidentais e pela ONU como o único governo legítimo da China.

Constitucionalmente, a República da China não renunciou à sua reivindicação como o único governo legítimo de toda a China, embora, na prática, não possa prosseguir ativamente com estes objetivos.
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@hugomota3696

há 19 horas

Aqui está o exemplo de uma minoria que foi ganhando mais direitos que a maioria, e agora que o conceito de igualdade lhes deixou de ser conveniente, querem manter a desigualdade.



Esse tratado é uma fraude e não deixa de ser colonialismo.

67,8% da população é euro-descendente. E somente 17,8% são da etnia nativa, Māori. O resto é imigrante, com o leste asiático sendo 17,3% e outros polinésios 8,9%. A língua maori foi destruída e hoje é falada por menos de 3% da população enquanto inglês é falado por mais de 95%. É mais fácil ouvir chinês lá do que maori.

O status de "reconhecimento" e "língua oficial" e a dancinha são apenas cerimoniais e não tem efeito prático. Hoje a homenagem aos maoris virou lacração, igual é feito com negros no Ocidente.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Demografia_da_Nova_Zel%C3%A2ndia

Huxley
Taiwan não é China. Dizer o contrário é bullshit de quem não sabe distinguir Estado como nação no sentido étnico e o Estado como entidade administrativa.

A forma mais adequada de dividir o mundo em países é por etnia. Divisões por motivos políticos são motivos péssimos.

Por isso sou a favor da independência do Tibete e da anexação de Taiwan.
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A forma mais adequada de dividir o mundo em países é por etnia. Divisões por motivos políticos são motivos péssimos.


Essa falácia já foi trucidada ponto-a-ponto pelo artigo de Nassim Taleb "Um choque de dois sistemas".



Por isso sou a favor da independência do Tibete e da anexação de Taiwan.



China e Taiwan não são mesma nação nem no sentido administrativo, nem no sentido étnico. O argumento de Taleb sobre a relação Rússia-Ucrânia também vale para a relação China-Taiwan, como ele mesmo sugeriu lá.
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Taiwan não é China. Dizer o contrário é bullshit de quem não sabe distinguir Estado como nação no sentido étnico e o Estado como entidade administrativa e de quem não leva em conta a identidade assumida pela maioria dos taiwaneses:


Então, nunca deveriam ter se denominado como "República da China", como sendo o legítimo governo da China:


https://pt.wikipedia.org/wiki/Taiwan

Até 1949, foi o governo chinês reconhecido internacionalmente e, como tal, foi um dos membros fundadores das Nações Unidas[6] e um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da organização, até ser substituído pela República Popular da China em 1971.

Fundada em 1912, a República da China abrangia grande parte da China continental e da Mongólia. No final da Segunda Guerra Mundial, com a rendição do Japão, o país anexou o grupo de ilhas de Formosa e Pescadores (Penghu) à sua jurisdição. Quando o Kuomintang (KMT), o Partido Nacionalista Chinês, perdeu a guerra civil para o Partido Comunista em 1949, o governo da RC foi transferido para Taipé e estabeleceu a cidade como sua capital temporária[7] (também chamada de "capital da guerra" por Chiang Kai-shek),[8] enquanto os comunistas fundaram a República Popular da China (RPC) na China continental. Formosa, ao lado das ilhas Pescadores, Kinmen, Matsu e outras menores, em seguida, tornou-se a extensão da autoridade da República da China. Apesar de sua competência abranger apenas esta área, durante o início da Guerra Fria a República da China ainda era reconhecida por muitos países ocidentais e pela ONU como o único governo legítimo da China.

Constitucionalmente, a República da China não renunciou à sua reivindicação como o único governo legítimo de toda a China, embora, na prática, não possa prosseguir ativamente com estes objetivos.



A constituição de Taiwan se refere ao país como República da China. A constituição chinesa descreve o nome completo da China como República Popular da China. São nomes completos diferentes.
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A china é muiti-etnica (e nem precisa incluir xinjiang, mongolia interior e tibete).

Ao contrario do que muitos pensam, nao existe lingua "chinesa", mas sim pelo menos 19 linguas (nao conto dialetos aqui). Ha mandarin, shangaines (wu), cantones (yue), hakka, gan, min, ...

Dentre outras coisas etnias podem diferir no idioma.

Por um acaso, se a memoria nao me falha, fala-se uma variedade de Min em Taiwan, fora o Mandarim, que praticamente todo chines deve ter que aprender.

Pelo seu criterio de divisao, a china deveria se dividir em varios paises.

Alem disso, parte de povo poderia dar-se o direito de se separar de outra parte, quer seja por motivos politicos ou nao.
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e a dancinha são apenas cerimoniais e não tem efeito prático.


Sim. Mas isso aí dava pra ignorar, já que tem outras pessoas que protestam de forma cerimonial e dá na mesma. A questão é a não aceitação do tratado que, pelo que deu a entender, seria paternalismo.
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